"Ponto de vista": Jogos de guerra no Oceano Pacífico...


    Jogos de guerra no Oceano Pacífico...

 Não será por acaso que habitualmente se designam por "actores" os principais intervenientes no conflito de interesses que opõe a Coreia do Norte a nomeadamente os EUA e a Coreia do Sul, conflito que "juridicamente" é aliás um estado de guerra.

É que, não devemos esquecer, o armistício que em 1954 interrompeu as hostilidades na península da Coreia foi denunciado pela parte norte-coreana, e que os EUA continuam a manter na parte sul-coreana um significativo dispositivo militar - sob mandato do Conselho de Segurança da ONU.

E os principais "actores" são por um lado um déspota que aparentemente não tem quem controle o seu processo de decisões, e cujo modelo de raciocínio parece ser determinado pela obsessão com a sua permanência no poder - usando como instrumentos o povo que domina e as ameaças nucleares, mas que sabe que o eventual uso destas poderia levar à sua provável aniquilação -, e pelo outro lado alguém fascinado com o domínio de um poderoso país mas que conhece as limitações que lhe são impostas pelos instrumentos de exercício do poder, pelo que se refugia na verbalização e na obsessão com assuntos de pouca importância.

Assim, enquanto "actores", que fazem?

Representam.

Um, exibindo os seus novos brinquedos, mas tendo o cuidado de evitar magoar o outro. O seu opositor, ameaçando com palavras e exibindo algumas capacidades de neutralização de instrumentos adversários, bem como actuando em áreas que a médio prazo poderão reduzir a base de apoio do "Querido Kim" bem como a rqespectiva capacidade de usar os seus brinquedos dissuasores.

Deste modo, quais poderão provavelmente ser os próximos passos na lógica estratégica de Kim?

O primeiro seria o lançamento de um projectil visando a queda cerca de 500 km a nordeste de Guam, demonstrando que este território estaria ao seu alcance, e que - caso o conseguisse - que os equipamentos de detecção e destruição instalados nos navios dos EUA que navegam ao largo da costa leste da Coreia do Norte não teriam capacidades de intercepção apropriadas.

Anote-se que tais capacidades seriam legitimamente accionáveis dado Kim ter declarado que iria lançar uma bomba nuclear de hidrogénio para o Oceano Pacífico - onde se situam territórios que actualmente são parte dos EUA.

Legitimamente, também porque tal como referido se mantem o estado de guerra desde 1954.

E que faria D.Trump?

Na sua personagem de D."Trwitter", responderia com uma poderosa barragem verbal de insultos...

E, por agora, fiquemos por aqui...

24.Setembro.2017













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24.Setembro.2017

D.Trump (D.Trwitter...): mais uma desastrada intervenção...

Crítica às fontes de informação do "Expresso", sobre Tancos.
Polónia e Hungria desafiam a UE


Último "Ponto de vista":  Um exemplo de incultura jornalística na Internet.
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23.Setembro.2017

J.McCain reafirma a sua independência.

A Brexit arrisca agora a credibilidade de T.May.
Ridicularizando um jovem candidato na Tv, um "juri" destruiu-lhe a vida.

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