Cripto-moedas, vistas por P.Krugman.

......18. Maio.2022

Cripto-moedas, vistas por P.Krugman.

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Portugal: um país apetecível para viver Desde que com rendimentos...)

   ......17. Maio.2022

Portugal: um país apetecível para viver (tendo  rendimentos...)

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 Alguns dos últimos "Pontos de vista": 

A Defesa da União Europeia

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Ponto de vista": A Defesa da União Europeia

   ......16. Maio.2022

A Defesa da União Europeia

Há 2 meses abordei nestas telepáginas a necessidade da criação de uma Comunidade Europeia de Defesa, tal como já foi tentada em 1952  - porém sem sucesso devido à oposição da França a tal ideia, então sugerida pelos Estados Unidos da América.

Curiosamente vem agora o presidente francês E.Macron propor a criação de uma Comunidade Política Europeia em que um dos principais objetivos seria o envolvimento do Reino Unido - agora fora da União - nas grandes decisões a tomar em matéria de política Europeia.

Adivinha-se que E.Macron não está satisfeito com a capacidade de resposta global da União Europeia aos grandes desafios políticos globais que se lhe colocam, entre os quais a política de defesa - que assenta principalmente no pressuposto de que está coberta pela NATO.

Porém , e como.oportunamente recordei, pode haver mudanças na atitude dos EUA face à sua interpretação de solidariedade para com a NATO, notando-se tendências isolacionistas que já se sentiram aquando do mandato de Don Trump, e repercutidas recentemente aquando da retirada do Afeganistão, em que os EUA tomaram uma decisão unilateral não consultando apropriadamente  os seus aliados de então.

Tendências que são comprovadas por sondagens em que os cidadãos dos Estados Unidos da América, ao mesmo tempo que aprovam o apoio militar à Ucrânia - pronunciam-se negativamente e em larga maioria contra uma participação em forças militares naquele país, admitindo-se que tal possa ser confirmado nas campanhas para as eleições intercalares para o Congresso, previstas para daqui a poucos meses.

Assim e se por exemplo a Rússia aumentar a sua densidade de acções militares contra as linhas de abastecimento do armamento que tem permitido à Ucrânia aumentar os seus níveis de resposta , poderá chegar-se a uma situação em que o bombardeamento daquelas linhas incida sobre zonas fronteiriças de 4 Estados da União ("justificando-se" com um alegado direito de defesa contra acções de apoio ao Estado com o qual mantem uma situação conflitual) atingindo-se então um patamar de alguma ambiguidade em que a NATO teria alguma dificuldade em tomar opções claras de resposta - nomeadamente o seu membro mais relevante: os EUA.

Uma "solução" seria a tácita adopção de uma NEATO - North East Atlantic Treaty Organization, subconjunto da NATO,  com um Comando Operacional que poderia ser rapidamente instalado, mas cuja relação com o "Comando Central" não seria fácil de delinear.

Por todas estas razões é que a proposta de E. Macron relativa a uma Comunidade Política Europeia - excessivamente ambiciosa - se deveria limitar a uma

Comunidade Europeia de Defesa, que colaboraria com a NATO sempre que as ameaças se revestissem de uma perspectiva global.

Assim, E. Macron poderia agora tentar colmatar a falta de visão da França em 1952.

A criação da Comunidade Europeia de Defesa  abriria espaço para a importante e vital integração do Reino Unido na defesa da Europa ocidental, dado ser possuidor de significativo poder militar, dentro de um projecto consistente que não reduziria, antes reforçaria, a capacidade e o poder defensivo da NATO, e que permitiria o exercício de uma capacidade de intervenção autónoma centrada numa interpretação flexível das possibilidades de reacção a situações não cobertas pelo Tratado do Atlântico Norte.

E induziria um factor de aumento da consistência e da coesão da própria União Europeia, que a tal Comunidade, com uma estrutura flexível, poderia recorrer sem as peias que lhe são impostas pelo pouco ambicioso e pesado processo decisional imposto por uma algo frágil Política Comum de Segurança e Defesa - da qual está obviamente ausente o Reino Unido (que entretanto vai tomando iniciativas de âmbito militar que, arrastando outros Estados europeus, podem constituir focos geradores de tensões de alto risco - porque potencialmente descoordenadas num quadro de defesa europeia conjunta).

Poderá ser o caso da JEF - Joint Expeditionary Force, a propósito da qual se recomenda a leitura de um relevante e muito recente comunicado do Governo britânico..

E respeitadas organizações europeias independentes, como a Eurodefense, poderiam desempenhar um importante papel aglutinador e suscitador da ideia ao mais alto nível.

É que, como diz um milenar provérbio, agora algo adaptado, quando se pressente que não se pode derrotar o adversário, há que se juntar a ele. E, sem o Reino Unido, a Defesa Europeia fica limitada.

A alternativa de uma comunidade de Defesa surgiria assim como lógica e oportuna face ao fracasso anunciado de uma comunidade Política.

A palavra a E. Macron.

16. Maio.2022

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  ......15. Maio.2022

Foi aqui ao lado, e a geração que sofreu atrocidades ainda está viva: Hispânia rima com Ucrânia...

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