The Don "prepares" next elections...
Ele só quer, só quer, é facturar...
Comemoração Presidencial ?
...... 12.Julho.2026
Comemoração de eleição presidencial ?
Em Junho sugeri nestas páginas que houvesse no corrente mês adequada comemoração, análoga às ocorridas há 10 anos, e descrita em:
https://costacorreia.blogspot.com/2026/06/comemoracoes-presidenciais.html?m=1
Já que tal não ocorreu, talvez ainda haja tempo para, tal como se depreende do seguinte texto, ser concretizada a seguinte sugestão, enviada ontem ao Gabinete do Presidente da Assembleia da República
De: L Correia <luisccorreia@gmail.com>
Date: sábado, 11/07/2026, 00:13
Subject: A.Ramalho Eanes - Assunto considerado prioritário.
To: <gabpar@ar.parlamento.pt>
Cc: (...)
Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia da República
Os Triplo-Tratados Ibéricos
..... 5.Julho.2026
Os Triplo-Tratados Ibéricos
Exmo. Senhor Presidente da República,
Na sequência da reflexão suscitada pela proximidade do V Centenário do Tratado de Saragoça, assinado em 1529, e da celebração concomitante, no mesmo ano de 2029, dos 550 anos do Tratado de Alcáçovas (1479), tendo presente a importância histórica, diplomática e simbólica destes marcos, vimos respeitosamente submeter à elevada consideração de Vossa Excelência a conveniência de promover, em articulação com o Governo da República e em coordenação com o Reino de Espanha, a celebração conjunta destas efemérides em 2029.
O Tratado de Saragoça constituiu um momento decisivo da ordenação do espaço global na transição para a Modernidade, completando o ciclo iniciado precisamente há 550 anos com o Tratado de Alcáçovas-Toledo, que foi o primeiro instrumento de direito internacional a formalizar esferas de influência fora do continente europeu. Em articulação com o de Tordesilhas, estes acordos formaram um sistema jurídico e diplomático singular de negociação entre Portugal e Espanha, com efeitos duradouros na definição de fronteiras, na circulação global de pessoas, bens e saberes, e na construção do espaço internacional.
Propomos, assim, que o programa comemorativo seja estruturado em quatro eixos fundamentais, a desenvolver em coordenação bilateral.
O primeiro eixo, dedicado à Diplomacia e à Paz, deverá sublinhar o valor histórico desta tradição de resolução negociada de litígios internacionais, que remonta a Alcáçovas e culmina em Saragoça. Neste domínio, poderão ser consideradas iniciativas como uma Cimeira Ibérica Comemorativa, uma Declaração Conjunta Luso-Espanhola e um fórum de reflexão sobre mediação, multilateralismo e cooperação marítima.
O segundo eixo, consagrado à Ciência e à Cartografia, deverá valorizar o legado náutico, astronómico e geográfico associado à demarcação do globo, desde a divisão latitudinal de Alcáçovas até ao fecho geométrico de Saragoça. Poderão ser promovidos um Congresso de História Marítima, uma edição fac-similada e crítica dos documentos fundamentais, uma exposição itinerante e a criação de um portal digital comum de fontes históricas e cartográficas.
O terceiro eixo, referente à Globalização e ao Património, deverá destacar a dimensão mundial destes tratados. Este eixo poderá incluir uma candidatura conjunta à UNESCO, um roteiro patrimonial associado à expansão ibérica e uma programação cultural internacional com escala nos territórios historicamente ligados aos tratados, incluindo a Ásia-Pacífico e a América Latina.
O quarto eixo, orientado para a Educação e Juventude, deverá assegurar a transmissão deste legado às novas gerações, mediante programas pedagógicos partilhados, concursos escolares e intercâmbios entre jovens.
Nestes termos, submetemos à consideração de Vossa Excelência a presente proposta, com vista ao estudo e eventual promoção de uma comemoração conjunta em abril de 2029, nos moldes mais adequados à dignidade do Estado e ao prestígio de Portugal.
Com a mais elevada consideração,
O incrível "senhor Trump" !
O 250º Aniversário dos EUA .A visão de J.Bettencourt.
Vamos ao que "interessa": o Futebol !
...... 6.Julho.2026
Vamos ao que "interessa": o Futebol !
(E se na Final o golo decisivo for da autoria do jogador em causa, como reagirá a Nação "perdedora" ?)
Dos meios de informação pública:
"Durante a partida dos oitavos de final (fase de 16 avos) contra a Bósnia e Herzegovina, Balogun foi expulso com um cartão vermelho direto pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, após uma revisão do VAR devido a uma entrada sobre o tornozelo de Tarik Muharemović. Pelos regulamentos estritos da FIFA, um cartão vermelho direto resulta automaticamente na suspensão para o jogo seguinte (neste caso, o duelo contra a Bélgica).
A Intervenção de Trump
Considerando a decisão da arbitragem injusta e a ausência do jogador (que já somava 3 golos no torneio) crítica para as aspirações dos EUA, Donald Trump interveio pessoalmente:
- Telefonema Direto: Trump realizou uma chamada telefónica para o presidente da FIFA, Gianni Infantino (com quem mantém uma relação próxima), solicitando formalmente que a entidade máxima do futebol revisse a expulsão e o castigo aplicado ao atleta.
A Decisão Sem Precedentes da FIFA (5 de julho de 2026)
No domingo, a FIFA anunciou uma medida inédita na era moderna do futebol: recorrendo ao artigo 27.º do seu Código Disciplinar, a federação decidiu aplicar uma pena suspensa com um período de liberdade condicional de um ano.
Na prática, a FIFA manteve o cartão vermelho mas suspendeu a execução do castigo de um jogo, permitindo que Balogun fosse a jogo contra a Bélgica. É a primeira vez desde o Mundial de 1962 que um jogador expulso num jogo não cumpre a suspensão automática.
A Reação e a Polémica
Trump celebrou publicamente a decisão na sua rede social Truth Social, escrevendo:
"Obrigado à FIFA por fazer o que estava certo e reverter uma grande injustiça!"
A Federação Belga de Futebol reagiu com "estupefação" e revolta, apontando que a decisão violava diretamente o artigo 66.4 do regulamento, que dita a suspensão imediata e obrigatória após expulsão. A comunidade do futebol mundial criticou duramente o episódio, apontando-o como um caso grave de interferência política e favoritismo que coloca em causa a integridade desportiva do torneio."
---- (E se na Final o golo decisivo for da autoria do jogador em causa, como reagirá a Nação "perdedora" ?)
Há 500 e há 550 anos, algo a comemorar em 2029.
...... 28.Junho.2026
Há 500 e há 550 anos, algo a comemorar em 2029.
Após a sugestão que nestas páginas reproduzi de uma carta que há precisamente um mês (em 28 de Maio de 2026) enviei ao Presidente da República, tenho o maior gosto em transcrever hoje um artigo que Jorge Martins Bettencourt publica sobre o mesmo tema nas suas respeitadas "Vivências".
À centenária coincidência da publicação numa data marcante (1926) de um período sombrio para Portugal, e que terminaria formalmente na Constituição - 50 anos depois - de 1976, juntam-se daqui a 3 anos os 550 do Tratado de Alcáçovas (1479) e os 500 do de Saragoça (1529) que viria a completar o antemeridiano de Tordesilhas dos finais do Século XV.
Jorge Martins Bettencourt descreve, com grandes elevação e rigor, o que para Portugal significaram aquelas datas em que o então Poder Papal deu o seu consentimento a que os Reinos de Portugal e de Espanha demarcassem formalmente o Globo em duas partes para as suas expansões - algo que mais nenhuma Potência ousou fazer.
Excelente texto, cuja leitura vivamente recomendo. Em particular, ao próprio Presidente da República. (E também ao Governo, bem como à Assembleia da República).
Creio ter alguma autoridade moral para o sugerir.
Eis, assim, os citados textos:
- In "Vivências", de Jorge Martins Bettencourt:
https://aminhavivencia.blogspot.com/2026/06/quando-portugal-e-castela-riscaram-o.html?m=1
- Carta de 28 de Maio de 1926, de Luís Costa Correia:
https://costacorreia.blogspot.com/2026/05/pensemos-em-comemorar-o-tratado-de.html?m=1
Luís Costa Correia
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Uma República envergonhada?
...... 25.Junho.2026
Celebrações presidenciais numa República envergonhada?
Espreitando as net-páginas da Presidência da República, e da Assembleia da República, e obviamente da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril do "dossiê" temático "As primeiras eleições presidenciais da democracia portuguesa ", aparentemente nada se descortina sobre possíveis comemorações do 50⁰ Aniversário das Eleições para o alto cargo de Presidente da República, ocorrido em 27 de Junho.
Recorde-se que aquando da recente data de 25 de Abril ainda houve na Assembleia da República umas recatadas acções relativas ao 50⁰ Aniverso das primeiras Eleições para o Parlamento, cuja discrição foi justificada oficialmente pelo facto de se ter dado prioritário relevo à aprovação da nova Constituição.
E nem a celebração do análogo aniversário da primeira Sessão Parlamentar - no recente dia 3 -mereceu sequer uma referência pública fosse de quem fosse, e, em especial, da própria Assembleia...
Tudo se encaminha, portanto, para a existência de uma República envergonhada...
Compreende-se, dado o actual estado de funcionamento da Comissão Nacional de Eleições, a análoga postura. Mas - chega de silêncio, e recorde-se como decorreram as celebrações do 40⁰ aniversário:
https://costacorreia.blogspot.com/2026/06/comemoracoes-presidenciais.html?m=1
Vejamos amanhã...
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Regionalizações...
...... 20.Junho.2026
Regionalizações...
"------------ Regionalização: uma solução provisória e constitucional...
Reside na própria Constituição uma solução provisória para um problema para o qual não têm faltado projectos, avanços, referendos e recuos.
É que a Constituição, no seu artigo 291⁰, apresenta uma solução provisória que permitiria ultrapassar muitas dificuldades:
. "Enquanto as regiões administrativas não estiverem concretamente instituídas, (...) haverá em cada distrito, em termos a definir por lei, uma assembleia deliberativa, composta por representantes dos municípios. "
Uma Assembleia deliberativa terá obviamente um presidente , e poderá naturalmente criar uma comissão executiva.
E a lei poderá igualmente regular os termos em que se poderão criar Associações de distritos - por exemplo, Lisboa e Setúbal, e Porto e Aveiro.
Seria assim também mais fácil a aplicação de conceitos de descentralização, por sua própria natureza mais exequíveis e apropriados do que os de desconcentração que até aqui têm proliferado... "
Futebol -: também não resisto...
......17.Junho.2026
No início de 1977, terminadas as primeiras Eleições Constituucionais, cujo processo me tinha ocupado desde 1975, tendo regressado à Marinha (por considerar que - entregue o Poder político - era o meu dever), fui colocado nos serviços de Educação Física por, conforme me foi referido, ter tal Especialização e não a ter aplicado totalmente, conforme previsto.
E lá estive largos anos, em que uma das minhas principais funções era a formação de Monitores de Educação Física (cujo IV Encontro decorreu há poucos dias).
Nela, uma das áreas cobertas era o Futebol.
- Importante: tal como no andebol, a bola deve circular repetida e rapidamente entre as duas laterais até se conseguir distracção defensiva que permita a penetração - e para tal os extremos devem permanecer junto às respectivas linhas (o mesmo ocorrendo aquando da marcação de bolas de canto).
- O ponto a atingir no ataque deve situar-se a meia distância entre o canto e a trave, a fim de permitir o passe recuado (que muitas vezes até dá origem a golo de um defensor).
- Os avançados com poder de finta devem permanecer na grande área ou na área frontal junto a esta. a fim de tentarem provocar grandes penalidades ou livres directos (estes, preferencialmente na zona distante cerca de 27 metros da baliza - o que permite rematar por cima da barreira visando um dos cantos superiores da baliza, ou, mediante simulação de tal tipo de remate, finalização rente ao terreno aproveitando o salto instintivo da cortina defensiva); (isto, com estatura média da linha defensiva na ordem dos 1,78)
- Após passe em situações de ataque, desmarcação imediata para zona livre de adversários.
- Pensar Sempre, e com antecedência, em duas alternativas para proceder caso a bola lhe venha a ser passada.
- Os jogadores intermédios devem deslocar-se (quando com bola) em diagonais, de modo a poderem desequilibrar a estrutura defensiva adversária mediante eventual mudança da direcção do passe.
- Em situações de ataque, evitar ter adversários por perto.
- E, muito importante: as situações de contra-ataque devem ser treinadas até à exaustão, de modo a ficarem "memorizadas", pois estão na essência do futebol moderno.
Como é óbvio, para que estes e outros conselhos possam ter aplicação prática não basta ser-se seleccionador ou um mero substituidor de jogadores durante um encontro:
É necessário que tal pessoa tenha tempo e capacidade para adestrar uma equipa, de modo a que esta possa absorver as rotinas de base que, aliadas à criatividade interpretativa, são essenciais para o sucesso.
Lugares comuns? Rudimentares? Talvez.
Mas se nem estes forem considerados ...
A última do Trumpéssimo ( ver fotos e comentários...))
A última do Trumpéssimo ver fotos e comentários em:
https://www.washingtonpost.com/photography/2026/06/15/freedom250-photos-ufc-fights-mark-trump-birthday/?utm_campaign=wp_the7&utm_medium=email&utm_source=newsletter&carta-url=https%3A%2F%2Fs2.washingtonpost.com%2Fcar-ln-tr%2F474336b%2F6a2fd7b28f2cd73596091780%2F596b1a509bbc0f403f8b2105%2F27%2F97%2F6a2fd7b28f2cd73596091780
Box e luta-livre frente à Casa Branca, para comemoração pública do seu 80⁰ aniversário ( ligadas pela respectiva associação UFC ao 250⁰ da Independência dos EUA)!
( Ou seria IA ? Ou, AI que não me posso conter?)
Será que quer lançar um concurso para que no MAGA (Make América Great Again) o "G" passe a corresponder a, por exemplo:
Gaudy ?
ou a
Grotesque ?
Esperemos pela eventual inauguração do Ball Room...
Mas, já hoje, na reunião do G7, o Don talvez proponha que as decisões sejam tomadas a soco!
https://www.washingtonpost.com/photography/2026/06/15/freedom250-photos-ufc-fights-mark-trump-birthday/?utm_campaign=wp_the7&utm_medium=email&utm_source=newsletter&carta-url=https%3A%2F%2Fs2.washingtonpost.com%2Fcar-ln-tr%2F474336b%2F6a2fd7b28f2cd73596091780%2F596b1a509bbc0f403f8b2105%2F27%2F97%2F6a2fd7b28f2cd73596091780
Monitores de Educação Física - IV Encontro Nacional
...... 14.Junho.2026
Monitores de Educação Física - IV Encontro Nacional
Largas dezenas de Monitores de Educação Física da Armada realizaram ontem em Penalva do Barreiro o seu IV Encontro Nacional, tendo sido acompanhados por muitos Fuzileiros que tinham sido objecto das respectivas acções de formação, estando também presentes cerca de 20 Oficiais ligados à Educação Física, os quais foram objecto de diversas e sentidas manifestações de grande apreço.
Comemorações Presidenciais
..... 6.Junho.2026
Prováveis Comemorações Presidenciais
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......Índice de Semimórias
https://costacorreia.blogspot.com/2018/06/indice-de-semimorias.html?m=1
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Alguns dos mais recentes "Pontos de vista":
-- Representação e participação em Democracia
-- A Defesa da União Europeia....
-- Um Desígnio para Portugal (um apelo no Clube Militar Naval).
-- Ucrânia: os "Acordos de Mirsk" (não "de Minsk")
-- Regionalização: uma solução provisória constitucional...
-- Kissinger e a operação Mar Verde (ataque a Conakry).
Um país que esquece os Deficientes das suas Forças Armadas...
-- Jornalismo: factos, fontes, e opiniões
-- Algumas telepáginas interessantes.
-- Diversos "Pontos de vista" e outros documentos: a partir daqui.
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O Presidente da República e o Poder Local
...... 5.Junho.2026.
O Presidente da República e o Poder Local
Foi o início da democracia onde ela começa: nas ruas, nos bairros, nas nossas freguesias.
Foi o início da democracia de proximidade.
Proximidade à vida concreta das pessoas, dos seus problemas reais. Proximidade também pela urgência de construir infraestruturas básicas que o país não dispunha na altura.
E proximidade, ainda, porque passou a haver interlocutores diretos, rostos que eram os nossos vizinhos, pessoas que todos conhecíamos.
Embora de natureza distinta, a eleição para Presidente da República e a eleição para Presidente de Câmara partilham esse elemento singular: são escolhas diretas, feitas numa pessoa com nome e rosto. Uma delegação de confiança pessoal.
O perfil, a personalidade, a proximidade, a competência são atributos que contam, e muito, na decisão de cada cidadão.
Sei bem o que isso significa em termos de exigência e de expectativa.
Mas no caso do Presidente de Câmara, há uma particularidade que o distingue: tem poder executivo direto e quotidiano. O tempo entre a decisão e o seu resultado é mais rápido, é mais visível.
Capacidade de decisão em áreas que tocam a vida concreta das pessoas: equipamentos públicos, obras, transportes, espaços públicos, apoios a projetos, licenças ou taxas. A relação com o eleitor é imediata e verificável.
Tal como o Presidente de Junta de Freguesia, é cargo onde a política tem nome, tem rosto e tem endereço próximo.
E com uma dupla exigência de proximidade: no espaço, junto das pessoas, e no tempo, com resposta rápida às suas necessidades.
Todos sabem onde mora o Presidente da Câmara ou da Junta de Freguesia. E o Presidente da Câmara e da Junta sabem onde moram os problemas. Quem diz os Presidentes, diz os vereadores e os membros da juntas de freguesia e das assembleias municipais.
Esta proximidade introduz um sentimento de proteção.
Cada cidadão sabe que é relativamente fácil o contacto com o Presidente, ou alguém próximo dele e, por outro lado, tem também a expetativa de que os autarcas vivem de igual modo os problemas estruturais que atingem toda a comunidade.
Por outras palavras, resumo nesta frase: “está aqui ao meu lado e conto com ele”.
É esta reciprocidade que está na origem do sucesso do Poder Local. Mesmo antes de estar formalmente instituído, logo após abril de 1974, várias organizações populares iniciaram a construção de equipamentos coletivos, saneamento básico e outras infraestruturas elementares.
Foi, em muitas regiões, o fim do país dos mínimos, para avançarmos para o Portugal com infraestruturas básicas que foram garantindo qualidade de vida às pessoas. Com o poder local, Abril chegou a todos os cantos de Portugal.
Passados cinquenta anos, o progresso é inquestionável e o reconhecimento do papel dos autarcas é justo e merecido.
Não tem comparação com o que existia antes. E hoje, em tempos de globalização, o local não desaparece, ganha relevância.
É igualmente percetível uma melhoria na competência técnica dos municípios. Com mais recursos, técnicos mais qualificados e, na sequência de processos de descentralização, com competências alargadas, por exemplo na educação e na saúde.
No entanto, o progresso não chegou a todos da mesma forma. As clivagens territoriais seriam provavelmente mais graves sem o trabalho dos autarcas, mas o interior continuou o seu processo de despovoamento e de empobrecimento relativo face ao litoral.
Uma esmagadora maioria de municípios perde população há décadas. Oitenta por cento dos portugueses vive em menos de um terço dos municípios. Esta assimetria não é um dado menor. É um dos maiores desafios estruturais que Portugal enfrenta.
E é o Poder Local que vive esta realidade na primeira pessoa.
Quando penso nos desafios que se colocam ao Poder Local nos próximos cinquenta anos, identifico pelo menos cinco que não admitem adiamento.
O primeiro é demográfico.
O envelhecimento da população e o despovoamento do interior remetem para várias questões de grande complexidade. Uma delas é a própria sustentabilidade de alguns municípios onde a população tem vindo a diminuir. Por outro lado, a situação crítica do gradual envelhecimento da população coloca exigências do ponto de vista produtivo e social, que exigem das autarquias novas respostas, mais onerosas e com recursos humanos difíceis de recrutar e de reter.
O segundo desafio é climático. As experiências recentes com fenómenos extremos, tempestades, incêndios e secas severas, mostraram algo que já sabíamos, e que agora se confirma com urgência: os autarcas são, numa expressão popular, os primeiros anjos da guarda das populações, a par dos membros da proteção civil e das forças de segurança.
É mais uma situação que a natureza do Poder Local obriga a que seja inadiável, que exige prevenção, capacidade de resposta e articulação entre o nível local, intermunicipal e nacional.
Muitas vezes sem se saber com que recursos, porque os outros órgãos políticos e administrativos funcionam em velocidades diferentes. Mas o primeiro responsável é “quem está aqui ao meu lado e conto com ele”.
O terceiro desafio é de financiamento. As autarquias obtêm pouco mais de 15% das receitas públicas e quase metade desta verba está dependente de transferências da administração central.
Faz-se muito com pouco, tem de se acautelar o previsto e responder ao imprevisto do infortúnio.
E paga-se a tempo e horas. O prazo médio de pagamentos das autarquias é de 22 dias, inferior ao limite legal de 30 dias, o que é exemplar em relação a alguns organismos estatais.
Assinale-se ainda que, apesar de pequenas exceções, a dívida total dos municípios apresenta uma trajetória de descida desde 2014. É evidente para todos que a descentralização de competências tem de ser acompanhada de recursos financeiros adequados.
Uma Lei de Finanças Locais que corresponda às competências transferidas não é uma reivindicação corporativa, é uma condição de funcionamento do Estado e da qualidade da nossa democracia. Saúdo com expectativa a iniciativa do Governo para a revisão da lei das finanças locais.
É igualmente urgente planear com a devida antecedência a resposta à eventual redução dos fundos europeus prevista a partir de 2028.
O quarto desafio é territorial. Há que ter um olhar diferenciado para tipologias de municípios que são radicalmente distintas.
As metrópoles exigem soluções que nada têm a ver com os municípios do interior profundo.
Não pode haver uma política autárquica única para realidades tão diversas. E aqui vale a pena evocar o princípio de Schumacher, “Small Is Beautiful”, que nos recorda que a escala humana tem um valor próprio, irredutível ao tamanho. Num país como Portugal, por exemplo, há autarcas que têm de gerir realidades tão distintas como um grande centro urbano e pequenas aldeias.
É uma complexidade que prova o erro de quem traça uma matriz comum a todos os municípios.
O quinto desafio é o da visão. A pressão do imediato é a maior armadilha do poder local. A natureza do cargo executivo, a resolução de problemas quotidianos e a permanente interpelação das pessoas, empurra as prioridades para o curto prazo.
No entanto, os melhores exemplos destes cinquenta anos de Poder Local, revelam que os maiores sucessos estiveram em quem ousou pensar além do mandato. Quem apostou no médio e longo prazo, quem recusou sacrificar o futuro à urgência do presente. Quem olhou o território, o seu território, e conseguiu governá-lo como um todo e em rede, envolvendo parcerias inteligentes e abandonando o velho paradigma hierarquizado.
A desertificação dos solos, agravada por uma agricultura intensiva, a má gestão dos recursos hídricos, o abandono da terra e da floresta, o urbanismo desordenado, as barreiras ao acesso à habitação, a indiferença ao universo digital, estas são escolhas que se fazem hoje e cujas consequências pagarão as gerações que nos sucedem. Não temos o direito de lhes hipotecar o futuro por egoísmo geracional.
Minhas Senhoras e meus Senhores,
Há uma frase que usei ao longo desta intervenção e que, para mim, resume os cinquenta anos de Poder Local melhor do que qualquer estatística.
"Está aqui ao meu lado e conto com ele.", seja presidente, vereador, membro da junta ou da assembleia.
A frase é a medida mais real da confiança que o cidadão deposita nos autarcas.
Mais imediata, mais verificável, mais exigente do que qualquer outra. Constrói-se na presença diária, na resposta às necessidades concretas das populações, no reconhecimnto das dificuldades e na partilha das soluções dos problemas da comunidade.
Esta proximidade é o maior património do poder local. E é também a sua maior responsabilidade.
Os próximos cinquenta anos exigem que esta frase seja mais do que o retrato de uma relação afetiva com o território.
Que seja também o retrato de uma governação capaz de antecipar, de inovar, de construir sinergias com outros municípios, com universidades, com empresas, com os próprios cidadãos. Uma governação que comunica melhor, que agrega vontades, que pensa em escala sem perder a alma local.
As opções dos últimos cinquenta anos foram, no essencial, apostas ganhas. Agora é preciso ganhar o futuro.
E o futuro, desde aquele domingo de dezembro de 1976, começa aqui. Junto das pessoas. Com um nome e um rosto que “está aqui ao meu lado e conto com ele”.
Muito obrigado."
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......Índice de Semimórias
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Alguns dos mais recentes "Pontos de vista":
-- Representação e participação em Democracia
-- A Defesa da União Europeia....
-- Um Desígnio para Portugal (um apelo no Clube Militar Naval).
-- Ucrânia: os "Acordos de Mirsk" (não "de Minsk")
-- Regionalização: uma solução provisória constitucional...
-- Kissinger e a operação Mar Verde (ataque a Conakry).
Um país que esquece os Deficientes das suas Forças Armadas...
-- Jornalismo: factos, fontes, e opiniões
-- Algumas telepáginas interessantes.
-- Diversos "Pontos de vista" e outros documentos: a partir daqui.
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Incrível: Assembleia da República não comemora (hoje) a sua primeira Sessão (3.Junho.1976)?
...... 3.Junho.2026
Incrível: Assembleia da República não comemora (hoje) a sua primeira Sessão (3.Junho.1976)?
Já não bastou o facto de quase ter passado desapercebido o facto de ter decorrido em 25 de Abril de 2026 o V Aniversário das primeiras Eleições para a novel Assembleia da República, para aparentemente tal não constar da Agenda publicada para hoje...
Aguarda-se com curiosidade o decorrer do dia.
(Será que a anunciada greve geral na Função Pública e nas Entidades com esta relacionadas servirá como "justificação"?)
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Na História da Sublevação militar de Abril de 1974. Esquecimentos...
..... 30.Maio.2026
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Pensemos em comemorar o Tratado de Saragoça, em Abril de 2029.
...... 28.Maio.2026
Pensemos em comemorar o Tratado de Saragoça, em Abril de 2029.
Caro Dr. António José Seguro, ilustre Presidente da República, e Comandante Supremo das Forças Armadas.
Permita-me que lhe sugira a hipótese de, ouvido o Conselho de Estado, propor ao Governo o estudo da comemoração conjunta, com o Reino de Espanha, do V Centenário do Tratado de Saragoça, que prolongou o de Tordesilhas, assim dividindo - com o de Alcáçovas - o Globo terrestre em termos paritários.
Entre Portugal e Espanha.
Algo que até agora nunca foi ousado.
Luís Costa Correia.
(Em tempo: ideia apresentada na Sessão de 2 de Junho da Academia de Marinha)
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-- Representação e participação em Democracia
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-- Um Desígnio para Portugal (um apelo no Clube Militar Naval).
-- Ucrânia: os "Acordos de Mirsk" (não "de Minsk")
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-- Kissinger e a operação Mar Verde (ataque a Conakry).
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-- Algumas telepáginas interessantes.
-- Diversos "Pontos de vista" e outros documentos: a partir daqui.
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Dia da Marinha
...... 20.Maio.2026
Dia da Marinha - 2026
Decorreu hoje em Setúbal a Comemoração do Dia da Marinha, cuja celebração se prolongará até ao dia 24 do corrente mês.
Presidida pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, bem como pela Dra. Maria das Dores Meira - Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, a Cerimónia constou da apresentação de uma simples e também bela e simbólica obra de arte "mirando" o rio Sado, "governada" por adequada Roda de Leme, tendo o Almirante Nobre de Sousa proferido uma interessante alocução, na qual as responsabilidades actuais da Marinha foram oportunamente recordadas de modo marcante, palavras que foram seguidas por um sentido discurso da Ex.ma Presidente da Câmara Municipal, visivelmente emocionada com a escolha de Setúbal para esta Celebração.
Acompanhados pelo Capitão do Porto de Setúbal, e por outros altos responsáveis da Marinha, bem como por outras entidades oficiais e pessoas - setubalenses e outros visitantes - as e os presentes tiveram a oportunidade de conhecer - no mesmo local - uma interessante Exposição descritiva das actividades da Marinha - que continuará presente mais alguns dias.
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......Índice de Semimórias
https://costacorreia.blogspot.com/2018/06/indice-de-semimorias.html?m=1
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Alguns dos mais recentes "Pontos de vista":
-- Representação e participação em Democracia
-- A Defesa da União Europeia....
-- Um Desígnio para Portugal (um apelo no Clube Militar Naval).
-- Ucrânia: os "Acordos de Mirsk" (não "de Minsk")
-- Regionalização: uma solução provisória constitucional...
-- Kissinger e a operação Mar Verde (ataque a Conakry).
Um país que esquece os Deficientes das suas Forças Armadas...
-- Jornalismo: factos, fontes, e opiniões
-- Algumas telepáginas interessantes.
-- Diversos "Pontos de vista" e outros documentos: a partir daqui.
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Um país a prazo ?
...... 18.Maio.2026
Um notável texto de Jorge Martins Bettencourt
"MEUS NETOS NÃO PODEM HERDAR UM PAÍS A PRAZO



