The Don "prepares" next elections...

......18.Jul.2026 D.Trump "prepara" as eleições de novembro... Após declarar que a China tinha interferido nas eleições de 2020, D.Trump vem agora (16 de julho), citar, durante um discurso nacional no horário nobre focado na segurança eleitoral, dados do Departamento de Segurança Interna (DHS) que teria identificado aproximadamente 278 mil não-cidadãos registados para votar nas eleições federais dos EUA. O secretário do DHS, Markwayne Mullin, esclareceu que a grande maioria desses indivíduos foi aparentemente encontrada em quatro Estados que não partilharam os seus arquivos de eleitores completos com a Administração central: Califórnia (cerca de 200 mil), Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia. Trump terá usado uns estes dados para pressionar os republicanos do Senado a aprovarem a Lei "SAVE America Act", a qual exigiria identificação com fotografia e prova de cidadania para votar em todo o país. Parece assim estar a preparar uma crise visando uma inexistência política de um Congresso desfavorável às suas pretensões...

Ele só quer, só quer, é facturar...

...... 15.Julho.2026 Ele (Trump) só quer, só quer, é facturar... (Lembrai-vos de uma canção popular, em que em vez do "facturar" era "namorar"?) Senão vejamos em: https://www.nytimes.com/2026/07/13/us/politics/trump-irs-suit.html?campaign_id=190&emc=edit_ufn_20260713&instance_id=178682&nl=from-the-times®i_id=54502529&segment_id=223045&user_id=31c911551b5cb904b2687adab1dc7343

Comemoração Presidencial ?

 ...... 12.Julho.2026

Comemoração de eleição presidencial ?

Em Junho sugeri nestas páginas que houvesse no corrente mês adequada comemoração, análoga às ocorridas há 10 anos, e descrita em:

https://costacorreia.blogspot.com/2026/06/comemoracoes-presidenciais.html?m=1

Já que tal não ocorreu, talvez ainda haja tempo para, tal como se depreende do seguinte texto, ser concretizada a seguinte sugestão, enviada ontem ao Gabinete do Presidente da Assembleia da República

---- Forwarded message ---------
De: L Correia <luisccorreia@gmail.com>
Date: sábado, 11/07/2026, 00:13
Subject: A.Ramalho Eanes - Assunto considerado prioritário.
To: <gabpar@ar.parlamento.pt>
Cc: (...)

Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia da República 

Hoje, no quadro de duas iniciativas da Sociedade Histórica da Independência de Portugal a propósito das eleições ocorridas em 1975 e 1976, os signatários, então com responsabilidades na organização daquelas áreas, referiram-se ao facto de não terem sido promovidas celebrações do 50º aniversário da eleição do Presidente da República - tal como ocorrera  com pompa e  circunstância no análogo 40⁰.

No final da Sessão, recordaram que no próximo dia 14 passam 50 anos sobre a data da proclamação de vitória de António Ramalho Eanes nas Eleições para o cargo de Presidente da República, pelo que ainda haverá tempo para que a Assembleia da República - Representante do Povo - a celebre,  dado tratar-se da primeira eleição de um Presidente por sufrágio universal em Democracia.

O Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, conhecedor da ideia, de pronto manifestou a sua concordância.

Deste modo, sugerimos ao digno Presidente da Assembleia da República que no próximo dia 13 proponha que no dia seguinte haja uma adequada iniciativa comemorativa, que por certo seria apoiada pelo Presidente da República.

Apresentamos-lhe, Senhor Presidente, as nossas melhores saudações.

João Palmeiro . ( CC.  ... )
Luís Costa Correia. (CC ...)
(...@...)

10 de Julho de 2026
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Os Triplo-Tratados Ibéricos

 ..... 5.Julho.2026

Os Triplo-Tratados Ibéricos

Exmo. Senhor Presidente da República,


Na sequência da reflexão suscitada pela proximidade do V Centenário do Tratado de Saragoça, assinado em 1529, e da celebração concomitante, no mesmo ano de 2029, dos 550 anos do Tratado de Alcáçovas (1479), tendo presente a importância histórica, diplomática e simbólica destes marcos, vimos respeitosamente submeter à elevada consideração de Vossa Excelência a conveniência de promover, em articulação com o Governo da República e em coordenação com o Reino de Espanha, a celebração conjunta destas efemérides em 2029.

O Tratado de Saragoça constituiu um momento decisivo da ordenação do espaço global na transição para a Modernidade, completando o ciclo iniciado precisamente há 550 anos com o Tratado de Alcáçovas-Toledo, que foi o primeiro instrumento de direito internacional a formalizar esferas de influência fora do continente europeu. Em articulação com o de Tordesilhas, estes acordos formaram um sistema jurídico e diplomático singular de negociação entre Portugal e Espanha, com efeitos duradouros na definição de fronteiras, na circulação global de pessoas, bens e saberes, e na construção do espaço internacional. 

A sua comemoração conjunta oferece, por isso, uma oportunidade ímpar para afirmar a centralidade histórica de Portugal, valorizar a cooperação luso-espanhola e projetar, no plano europeu e internacional, uma memória partilhada assente na diplomacia, no conhecimento e na responsabilidade civilizacional.

Propomos, assim, que o programa comemorativo seja estruturado em quatro eixos fundamentais, a desenvolver em coordenação bilateral.

O primeiro eixo, dedicado à Diplomacia e à Paz, deverá sublinhar o valor histórico desta tradição de resolução negociada de litígios internacionais, que remonta a Alcáçovas e culmina em Saragoça. Neste domínio, poderão ser consideradas iniciativas como uma Cimeira Ibérica Comemorativa, uma Declaração Conjunta Luso-Espanhola e um fórum de reflexão sobre mediação, multilateralismo e cooperação marítima.

O segundo eixo, consagrado à Ciência e à Cartografia, deverá valorizar o legado náutico, astronómico e geográfico associado à demarcação do globo, desde a divisão latitudinal de Alcáçovas até ao fecho geométrico de Saragoça. Poderão ser promovidos um Congresso de História Marítima, uma edição fac-similada e crítica dos documentos fundamentais, uma exposição itinerante e a criação de um portal digital comum de fontes históricas e cartográficas.

O terceiro eixo, referente à Globalização e ao Património, deverá destacar a dimensão mundial destes tratados. Este eixo poderá incluir uma candidatura conjunta à UNESCO, um roteiro patrimonial associado à expansão ibérica e uma programação cultural internacional com escala nos territórios historicamente ligados aos tratados, incluindo a Ásia-Pacífico e a América Latina.

O quarto eixo, orientado para a Educação e Juventude, deverá assegurar a transmissão deste legado às novas gerações, mediante programas pedagógicos partilhados, concursos escolares e intercâmbios entre jovens.

A execução deste programa justificará a constituição de uma comissão bilateral de coordenação, permitindo calendarizar e consolidar comemorações de elevado nível com dimensão nacional e projeção internacional. Em termos de oportunidade política e diplomática, celebrar estes 550 anos de diplomacia global iniciada em Alcáçovas e os 500 anos da sua conclusão em Saragoça permitirá a Portugal reforçar a sua relação estratégica com Espanha e o diálogo com os espaços geográficos da primeira globalização.

Nestes termos, submetemos à consideração de Vossa Excelência a presente proposta, com vista ao estudo e eventual promoção de uma comemoração conjunta em abril de 2029, nos moldes mais adequados à dignidade do Estado e ao prestígio de Portugal.

Com a mais elevada consideração,

Jorge Lourenço Gonçalves 
Jorge Martins Bettencourt 
Luís Costa Correia 

navegaolargo@gmail.com


O incrível "senhor Trump" !

..... 8.Jul.2026 O incrível "senhor Trump" ! Dos órgãos de informação pública de hoje: "During the opening of the NATO summit in Ankara, Turkey, President Trump publicly ordered Treasury Secretary Scott Bessent to halt all trade with Spain, and Bessent responded precisely with, "Yes, sir." ​Here is how the exact exchange unfolded during a press conference alongside NATO Secretary General Mark Rutte: ​Trump: "Spain doesn't agree to anything, and you shouldn't carry them. I don't want to do any trade with them, alright?" (turning to Bessent) ​Bessent: "Yes, sir." ​Trump: "Take it immediately. Don't even talk to them. They're hopeless. They're bad people. They make so much money with us, and we're going to see that they make a lot less. I want no business with them." Paul Krugman comentou assim este episódio: "Presidents have a lot of discretionary authority on tariffs and trade, more than they should, but you do not have the right as president to impose tariffs on a country just because you don’t like their defense spending or you think that they haven’t been nice enough to you. So this would not fly even in the Trump administration. Even with a supine congress and a permissive Supreme Court this is not going to happen. Also Spain is part of the European Union. So this is like Europe declaring “we’re cutting off all trade with Florida”: they can’t do that. And also, there’s a lot of U.S. business with Spain. In fact, Spain is one of those countries with which we run a trade surplus. So U.S. business would be howling. So this is all a non-event, this is is not something that is real. Except that the President of the United States did say this. It was completely crazy, and that’s the story that we should be taking from this. It’s not really at this point about economics. It doesn’t even make sense to talk about Trump Administration policies, let alone ideology. What we have is President Sundowner. I mean, this this is completely insane stuff. In any kind of normally functioning political system, in any kind of normally functioning party environment we would have a massive bipartisan call across the aisle, across almost everybody except for a handful of members of congress who are themselves crazy, to say okay this guy is non compos mentis. We cannot leave the fate of the United States or the world in the hands of somebody who is completely irrational, who is making demands and believing himself to have powers that he does not. And of course, instead, not only does everybody pretend that he’s still a rational human being, but the Republican Party, the Trump administration, is full-on engaged in trying to build a personality cult. What this says to me is that the problem is a lot bigger than Trump. Something is fundamentally wrong with America, and at this point you don’t have to go through complicated justifications. You can just say something is wrong with a country and a system that lets this guy remain in a position of power." (Nota:Trump,ou Trumpéssimo?)

O 250º Aniversário dos EUA .A visão de J.Bettencourt.

......7,Jul.2026 O 250º Aniversário dos EUA.A visão de J.Bettencourt. Visão com a qual concordo integralmente: https://aminhavivencia.blogspot.com/2026/07/o-paradoxo-da-liberdade-aos-250-anos.html?m=1

Vamos ao que "interessa": o Futebol !

 ...... 6.Julho.2026

Vamos ao que "interessa": o Futebol !

(E se na Final o golo decisivo for da autoria do jogador em causa, como reagirá a Nação "perdedora" ?)

Dos meios de informação pública:

"Durante a partida dos oitavos de final (fase de 16 avos) contra a Bósnia e Herzegovina, Balogun foi expulso com um cartão vermelho direto pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, após uma revisão do VAR devido a uma entrada sobre o tornozelo de Tarik Muharemović. Pelos regulamentos estritos da FIFA, um cartão vermelho direto resulta automaticamente na suspensão para o jogo seguinte (neste caso, o duelo contra a Bélgica).

​A Intervenção de Trump

​Considerando a decisão da arbitragem injusta e a ausência do jogador (que já somava 3 golos no torneio) crítica para as aspirações dos EUA, Donald Trump interveio pessoalmente:

  • Telefonema Direto: Trump realizou uma chamada telefónica para o presidente da FIFA, Gianni Infantino (com quem mantém uma relação próxima), solicitando formalmente que a entidade máxima do futebol revisse a expulsão e o castigo aplicado ao atleta.

​A Decisão Sem Precedentes da FIFA (5 de julho de 2026)

​No domingo, a FIFA anunciou uma medida inédita na era moderna do futebol: recorrendo ao artigo 27.º do seu Código Disciplinar, a federação decidiu aplicar uma pena suspensa com um período de liberdade condicional de um ano.

​Na prática, a FIFA manteve o cartão vermelho mas suspendeu a execução do castigo de um jogo, permitindo que Balogun fosse a jogo contra a Bélgica. É a primeira vez desde o Mundial de 1962 que um jogador expulso num jogo não cumpre a suspensão automática.

​A Reação e a Polémica

​Trump celebrou publicamente a decisão na sua rede social Truth Social, escrevendo:

​"Obrigado à FIFA por fazer o que estava certo e reverter uma grande injustiça!"

​A Federação Belga de Futebol reagiu com "estupefação" e revolta, apontando que a decisão violava diretamente o artigo 66.4 do regulamento, que dita a suspensão imediata e obrigatória após expulsão. A comunidade do futebol mundial criticou duramente o episódio, apontando-o como um caso grave de interferência política e favoritismo que coloca em causa a integridade desportiva do torneio."

---- (E se na Final o golo decisivo for da autoria do jogador em causa, como reagirá a Nação "perdedora" ?)


Há 500 e há 550 anos, algo a comemorar em 2029.

 ...... 28.Junho.2026

Há 500 e há 550 anos, algo a comemorar em 2029.  

Após a sugestão que nestas páginas reproduzi de uma carta que há precisamente um mês (em 28 de Maio de 2026) enviei ao Presidente da República, tenho o maior gosto em transcrever hoje um artigo que Jorge Martins Bettencourt publica sobre o mesmo tema nas suas respeitadas "Vivências". 

À centenária coincidência da publicação numa data marcante (1926) de um período sombrio para Portugal, e que terminaria formalmente na Constituição - 50 anos depois - de 1976, juntam-se daqui a 3 anos os 550 do Tratado de Alcáçovas (1479) e os 500  do de Saragoça (1529) que viria a completar o antemeridiano de Tordesilhas dos finais do Século XV.

Jorge Martins Bettencourt descreve,  com grandes elevação e rigor, o que  para Portugal significaram aquelas datas em que o então Poder Papal deu o seu consentimento a que os Reinos de Portugal e de Espanha demarcassem formalmente o Globo em duas partes para as suas expansões - algo que mais nenhuma Potência ousou fazer.

Excelente texto, cuja leitura vivamente recomendo. Em particular, ao próprio Presidente da República. (E também ao Governo, bem como à Assembleia da República).

Creio ter alguma autoridade moral para o sugerir.

Eis, assim, os  citados textos:

- In "Vivências", de  Jorge Martins Bettencourt:

https://aminhavivencia.blogspot.com/2026/06/quando-portugal-e-castela-riscaram-o.html?m=1

- Carta de 28 de Maio de 1926, de Luís Costa Correia:

https://costacorreia.blogspot.com/2026/05/pensemos-em-comemorar-o-tratado-de.html?m=1

Luís Costa Correia

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Uma República envergonhada?

 ...... 25.Junho.2026

Celebrações presidenciais numa República envergonhada?

Espreitando as net-páginas da Presidência da República, e da Assembleia da República, e obviamente da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril do "dossiê" temático "As primeiras eleições presidenciais da democracia portuguesa ", aparentemente nada se descortina sobre possíveis comemorações do 50⁰ Aniversário das Eleições para o alto  cargo de Presidente da República, ocorrido em 27 de Junho.

Recorde-se que aquando da recente data de 25 de Abril ainda houve na Assembleia da República umas recatadas acções relativas ao 50⁰ Aniverso das primeiras Eleições para o Parlamento, cuja discrição foi justificada oficialmente pelo facto de se ter dado prioritário relevo à aprovação da nova Constituição.

E nem a celebração do análogo aniversário da primeira Sessão Parlamentar - no recente dia 3 -mereceu sequer uma referência pública fosse de quem fosse, e, em especial, da própria Assembleia...

Tudo se encaminha, portanto, para a existência de uma República envergonhada...

Compreende-se, dado o actual estado de funcionamento da Comissão Nacional de Eleições, a análoga postura.  Mas - chega de silêncio, e recorde-se como decorreram as celebrações do 40⁰ aniversário:

https://costacorreia.blogspot.com/2026/06/comemoracoes-presidenciais.html?m=1


Vejamos amanhã...

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Regionalizações...

 ...... 20.Junho.2026

Regionalizações...

Surgiu há dias  uma notícia envolvendo reorganizações de Direcções Distritais ( creio que de Finanças ).

E há algum tempo publiquei nestas páginas (quando a "regionalização" voltou à ribalta), a seguinte "provocação":


"------------ Regionalização: uma solução provisória e constitucional...

Reside na própria Constituição uma solução provisória para um problema para o qual não têm faltado projectos, avanços, referendos e recuos.

É que a Constituição, no seu artigo 291⁰, apresenta uma solução provisória que permitiria ultrapassar muitas dificuldades:

. "Enquanto as regiões administrativas não estiverem concretamente instituídas, (...) haverá em cada distrito, em termos a definir por lei, uma assembleia deliberativa, composta por representantes dos municípios. "

Uma Assembleia deliberativa terá obviamente um presidente , e poderá naturalmente criar uma comissão executiva.

E a lei poderá igualmente regular os termos em que se poderão criar Associações de distritos - por exemplo, Lisboa e Setúbal, e Porto e Aveiro.

Seria assim também mais fácil a aplicação de conceitos de descentralização, por sua  própria natureza mais exequíveis e apropriados do que os de desconcentração que até aqui têm proliferado... "

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Não quis alongar-me muito, pois poderia esclarecer que o modelo referido não impediria que projectos de regionalização como os apresentados anteriormente a referendo - que salvo 2 ou 3 excepções com concelhos no Norte do território continental, e a consensual divisão horizontal do distrito de Setúbal - assentassem sempre sobre uniões geográficas de distritos, sendo assim fáceis possíveis soluções de agregação.

E que não seria necessário que em tal "distritalização" houvesse que obter mais quadros - pois bastaria escolher de entre os concelhos os mais capazes de dialogar tecnicamente com os Ministérios - e com as actuais CCDR (teria que se encontrar uma solução de aproveitamento dos seus recursos...) - e de se  adaptarem a diferentes remodelações ministeriais.

Não nos devemos também esquecer da importância das capitais de distrito no imaginário popular, bem como do facto de muitos Ministérios manterem as suas desconcentrações distritais (a começar pelas Finanças) - o que viria a facilitar a concretização de uma Regionalização,  com o passo intermédio e experimental da Distritalização.

E esta permitiria corrigir desde logo os erros do cabaz de "descentralizações" (para Municípios...) de 2018,  que não foram mais do que desconcentrações descoordenadas, com episódios de concelhos que, vizinhos, decidiam de forma incompatível...

Recordo-me de no primeiro semestre de  1976 já ter proposto no MAI tal solução, e de ter sugerido - já não me lembro a quem - a introdução no texto constitucional do que viria a ser o art.  291 (algo forçadamente, pois era um dos últimos...).

Futebol -: também não resisto...

 ......17.Junho.2026

No início de 1977,  terminadas as primeiras Eleições Constituucionais, cujo processo me tinha ocupado desde 1975,  tendo regressado à Marinha (por considerar que - entregue o Poder político - era o meu dever), fui colocado nos serviços de Educação Física por, conforme me foi referido, ter tal Especialização e não a ter aplicado totalmente, conforme previsto.

E lá estive largos anos, em que uma das minhas principais funções era a formação de Monitores de Educação Física (cujo IV Encontro decorreu há poucos dias).

Nela, uma das áreas cobertas era o Futebol.

Assim, e dado que a Selecção Nacional de Futebol se estreou hoje com um inesperado empate e e um fraco desempenho, eis algumas observações, então por mim coligidas para a citada formação, e apresentadas sob o modo de conselhos sintéticos e simples a jogadores (incidindo mais sobre situações de "ataque") .: 

o esquecer: a bola corre mais que o jogador .
- Frente à baliza: bola parada, bola treinada, bola marcada.
- Grande penalidade: habitualmente o guarda-redes lança-se para um lado, pelo que um remate para o centro, a meia altura (ou a 1,30, ou a 1,90m), tem mais probabilidades de êxito 

- Importante: tal como no andebol, a bola deve circular repetida e rapidamente entre as duas laterais até se conseguir distracção defensiva que permita a penetração - e para tal os extremos devem permanecer junto às respectivas linhas (o mesmo ocorrendo aquando da marcação de bolas de canto).

- O ponto a atingir no ataque deve situar-se a meia distância entre o canto e a trave, a fim de permitir o passe recuado (que muitas vezes até dá origem a golo de um defensor).

- Os avançados com poder de finta devem permanecer na grande área ou na área frontal junto a esta. a fim de tentarem provocar grandes penalidades ou livres directos (estes, preferencialmente na zona distante cerca de 27 metros da baliza  - o que permite rematar por cima da barreira visando um dos cantos superiores da baliza, ou, mediante simulação de tal tipo de remate, finalização rente ao terreno aproveitando o salto instintivo da cortina defensiva); (isto, com estatura média da linha defensiva na ordem dos 1,78)

- Após passe em situações de ataque, desmarcação imediata para zona livre de adversários.

- Pensar Sempre, e com antecedência, em duas alternativas para proceder caso a bola lhe venha a ser passada.

- Os jogadores intermédios devem deslocar-se (quando com bola) em diagonais, de modo a poderem desequilibrar a estrutura defensiva adversária mediante eventual mudança da direcção do passe. 

- Em situações de ataque, evitar ter adversários por perto.

- E, muito importante: as situações de contra-ataque devem ser treinadas até à exaustão, de modo a ficarem "memorizadas", pois estão na essência do futebol moderno.

Como é óbvio, para que estes e outros conselhos possam ter aplicação prática não basta ser-se seleccionador ou um mero substituidor de jogadores durante um encontro:

É necessário que tal pessoa tenha tempo e capacidade para adestrar uma equipa, de modo a que esta possa absorver as rotinas de base que, aliadas à criatividade interpretativa, são essenciais para o sucesso. 

Lugares comuns? Rudimentares? Talvez. 
Mas se nem estes forem considerados ...

Luís Costa Correia 

A última do Trumpéssimo ( ver fotos e comentários...))



A última do Trumpéssimo ver fotos e comentários em:

https://www.washingtonpost.com/photography/2026/06/15/freedom250-photos-ufc-fights-mark-trump-birthday/?utm_campaign=wp_the7&utm_medium=email&utm_source=newsletter&carta-url=https%3A%2F%2Fs2.washingtonpost.com%2Fcar-ln-tr%2F474336b%2F6a2fd7b28f2cd73596091780%2F596b1a509bbc0f403f8b2105%2F27%2F97%2F6a2fd7b28f2cd73596091780

Box e luta-livre frente à Casa Branca, para comemoração pública do seu 80⁰ aniversário ( ligadas pela respectiva associação UFC ao 250⁰ da Independência dos EUA)!

( Ou seria IA ? Ou, AI que não me posso conter?)

Será que quer lançar um concurso para que no MAGA (Make América Great Again) o "G" passe a corresponder a, por exemplo:

Gaudy ?

ou a

Grotesque ?

Esperemos pela eventual inauguração do Ball Room...

Mas, já hoje, na reunião do G7, o Don talvez proponha que as decisões sejam tomadas a soco!


https://www.washingtonpost.com/photography/2026/06/15/freedom250-photos-ufc-fights-mark-trump-birthday/?utm_campaign=wp_the7&utm_medium=email&utm_source=newsletter&carta-url=https%3A%2F%2Fs2.washingtonpost.com%2Fcar-ln-tr%2F474336b%2F6a2fd7b28f2cd73596091780%2F596b1a509bbc0f403f8b2105%2F27%2F97%2F6a2fd7b28f2cd73596091780

Monitores de Educação Física - IV Encontro Nacional

 ...... 14.Junho.2026

Monitores de Educação Física - IV Encontro Nacional

Largas dezenas de Monitores de Educação Física da Armada realizaram ontem em Penalva do Barreiro o seu IV Encontro Nacional, tendo sido acompanhados por muitos Fuzileiros que tinham sido objecto das respectivas acções de formação, estando também presentes cerca de 20 Oficiais ligados à Educação Física, os quais foram objecto de diversas e sentidas manifestações de grande apreço.


Comemorações Presidenciais

..... 6.Junho.2026

Prováveis Comemorações Presidenciais

Aproximam-se as prováveis  Comemorações do 50⁰ Aniversário das primeiras Eleições para o Presidente da República após a entrada em vigor da actual Constituição da República, pelo que parece oportuno recordar como decorreram as cerimónias relativas ao 40.º Aniversário das primeiras eleições presidenciais democráticas livres

Marcadas por fortes homenagens institucionais, com foco central na figura do General António Ramalho Eanes — o primeiro Presidente da República eleito em sufrágio universal após a aprovação da Constituição de 1976, as principais iniciativas dividiram-se entre
 sessões solenes, exposições históricas e evocações académicas, promovidas essencialmente pela Presidência da República e pela Assembleia da República:

​1. Sessão Evocativa na Fundação Calouste Gulbenkian
​O ponto alto do programa institucional ocorreu em Lisboa, numa conferência sob o tema "40 anos eleições presidenciais, um presidente para todos os portugueses".
​O evento: Organizado pela Associação 25 de Abril em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, contou com discursos do então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do próprio General Ramalho Eanes.
​A sessão enalteceu a "missão histórica" de estabilização militar e civil que o primeiro mandato presidencial exigiu, ressaltando o papel das presidenciais de 1976 na consolidação definitiva do regime democrático.

​2. Imposição do Grande-Colar da Ordem da Liberdade
​No âmbito estrito da data oficial (junho de 2016), Marcelo Rebelo de Sousa condecorou o General Ramalho Eanes com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade, a mais alta distinção desta ordem honorífica, destinada a galardoar serviços relevantes prestados à causa da democracia e da liberdade. Embora Eanes já detivesse o estatuto de Grão-Mestre das Ordens por inerência do cargo anterior, o gesto foi o pilar simbólico do aniversário.

​3. Homenagens Descentralizadas 
​Uma parte significativa das celebrações estendeu-se fora da capital, com especial incidência em Castelo Branco (região natal do General Ramalho Eanes), nomeadamente na 
​Iniciativa "Encontro com..."
O Município organizou conferências e encontros que contaram com a presença do Presidente da República para debater o impacto institucional e o legado das presidenciais de 1976 na governação local e no desenvolvimento do país.

​4. Iniciativas Editoriais e Científicas
​O semanário Expresso, em colaboração com o Arquivo da Presidência da República, publicou edições especiais de balanço analítico sobre a evolução do poder presidencial em Portugal entre 1976 e 2016, comparando o perfil de Ramalho Eanes com os seus sucessores (Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva).

​A Comissão Nacional de Eleições (CNE) e a Assembleia da República integraram a efeméride num ciclo alargado de exposições documentais, disponibilizando ao público cartazes de campanha originais, boletins de voto e dados estatísticos da histórica eleição de 1976.

Aguardemos.
Sempre são 50 anos...

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......Índice de Semimórias

https://costacorreia.blogspot.com/2018/06/indice-de-semimorias.html?m=1

O Presidente da República e o Poder Local

 ...... 5.Junho.2026.


O Presidente da República e o Poder Local

Extracto de intervenção do Presidente da República em 3.Junho.2026
No dia 12 de dezembro de 1976, num domingo de inverno, os portugueses elegeram pela primeira vez os seus representantes autárquicos em 304 municípios.

Foi o início da democracia onde ela começa: nas ruas, nos bairros, nas nossas freguesias.

Foi o início da democracia de proximidade.

Proximidade à vida concreta das pessoas, dos seus problemas reais. Proximidade também pela urgência de construir infraestruturas básicas que o país não dispunha na altura.

E proximidade, ainda, porque passou a haver interlocutores diretos, rostos que eram os nossos vizinhos, pessoas que todos conhecíamos.

Embora de natureza distinta, a eleição para Presidente da República e a eleição para Presidente de Câmara partilham esse elemento singular: são escolhas diretas, feitas numa pessoa com nome e rosto. Uma delegação de confiança pessoal.

O perfil, a personalidade, a proximidade, a competência são atributos que contam, e muito, na decisão de cada cidadão.

Sei bem o que isso significa em termos de exigência e de expectativa.

Mas no caso do Presidente de Câmara, há uma particularidade que o distingue: tem poder executivo direto e quotidiano. O tempo entre a decisão e o seu resultado é mais rápido, é mais visível.

Capacidade de decisão em áreas que tocam a vida concreta das pessoas: equipamentos públicos, obras, transportes, espaços públicos, apoios a projetos, licenças ou taxas. A relação com o eleitor é imediata e verificável.
Tal como o Presidente de Junta de Freguesia, é cargo onde a política tem nome, tem rosto e tem endereço próximo.

E com uma dupla exigência de proximidade: no espaço, junto das pessoas, e no tempo, com resposta rápida às suas necessidades.

Todos sabem onde mora o Presidente da Câmara ou da Junta de Freguesia. E o Presidente da Câmara e da Junta sabem onde moram os problemas. Quem diz os Presidentes, diz os vereadores e os membros da juntas de freguesia e das assembleias municipais.

Esta proximidade introduz um sentimento de proteção.

Cada cidadão sabe que é relativamente fácil o contacto com o Presidente, ou alguém próximo dele e, por outro lado, tem também a expetativa de que os autarcas vivem de igual modo os problemas estruturais que atingem toda a comunidade.

Por outras palavras, resumo nesta frase: “está aqui ao meu lado e conto com ele”.

É esta reciprocidade que está na origem do sucesso do Poder Local. Mesmo antes de estar formalmente instituído, logo após abril de 1974, várias organizações populares iniciaram a construção de equipamentos coletivos, saneamento básico e outras infraestruturas elementares.

Foi, em muitas regiões, o fim do país dos mínimos, para avançarmos para o Portugal com infraestruturas básicas que foram garantindo qualidade de vida às pessoas. Com o poder local, Abril chegou a todos os cantos de Portugal.

Passados cinquenta anos, o progresso é inquestionável e o reconhecimento do papel dos autarcas é justo e merecido.

Não tem comparação com o que existia antes. E hoje, em tempos de globalização, o local não desaparece, ganha relevância.

É igualmente percetível uma melhoria na competência técnica dos municípios. Com mais recursos, técnicos mais qualificados e, na sequência de processos de descentralização, com competências alargadas, por exemplo na educação e na saúde.

No entanto, o progresso não chegou a todos da mesma forma. As clivagens territoriais seriam provavelmente mais graves sem o trabalho dos autarcas, mas o interior continuou o seu processo de despovoamento e de empobrecimento relativo face ao litoral.

Uma esmagadora maioria de municípios perde população há décadas. Oitenta por cento dos portugueses vive em menos de um terço dos municípios. Esta assimetria não é um dado menor. É um dos maiores desafios estruturais que Portugal enfrenta.

E é o Poder Local que vive esta realidade na primeira pessoa.

Quando penso nos desafios que se colocam ao Poder Local nos próximos cinquenta anos, identifico pelo menos cinco que não admitem adiamento.

O primeiro é demográfico.

O envelhecimento da população e o despovoamento do interior remetem para várias questões de grande complexidade. Uma delas é a própria sustentabilidade de alguns municípios onde a população tem vindo a diminuir. Por outro lado, a situação crítica do gradual envelhecimento da população coloca exigências do ponto de vista produtivo e social, que exigem das autarquias novas respostas, mais onerosas e com recursos humanos difíceis de recrutar e de reter.

O segundo desafio é climático. As experiências recentes com fenómenos extremos, tempestades, incêndios e secas severas, mostraram algo que já sabíamos, e que agora se confirma com urgência: os autarcas são, numa expressão popular, os primeiros anjos da guarda das populações, a par dos membros da proteção civil e das forças de segurança.

É mais uma situação que a natureza do Poder Local obriga a que seja inadiável, que exige prevenção, capacidade de resposta e articulação entre o nível local, intermunicipal e nacional.

Muitas vezes sem se saber com que recursos, porque os outros órgãos políticos e administrativos funcionam em velocidades diferentes. Mas o primeiro responsável é “quem está aqui ao meu lado e conto com ele”.

O terceiro desafio é de financiamento. As autarquias obtêm pouco mais de 15% das receitas públicas e quase metade desta verba está dependente de transferências da administração central.

Faz-se muito com pouco, tem de se acautelar o previsto e responder ao imprevisto do infortúnio.

E paga-se a tempo e horas. O prazo médio de pagamentos das autarquias é de 22 dias, inferior ao limite legal de 30 dias, o que é exemplar em relação a alguns organismos estatais.

Assinale-se ainda que, apesar de pequenas exceções, a dívida total dos municípios apresenta uma trajetória de descida desde 2014. É evidente para todos que a descentralização de competências tem de ser acompanhada de recursos financeiros adequados.

Uma Lei de Finanças Locais que corresponda às competências transferidas não é uma reivindicação corporativa, é uma condição de funcionamento do Estado e da qualidade da nossa democracia. Saúdo com expectativa a iniciativa do Governo para a revisão da lei das finanças locais.

É igualmente urgente planear com a devida antecedência a resposta à eventual redução dos fundos europeus prevista a partir de 2028.

O quarto desafio é territorial. Há que ter um olhar diferenciado para tipologias de municípios que são radicalmente distintas.

As metrópoles exigem soluções que nada têm a ver com os municípios do interior profundo.

Não pode haver uma política autárquica única para realidades tão diversas. E aqui vale a pena evocar o princípio de Schumacher, “Small Is Beautiful”, que nos recorda que a escala humana tem um valor próprio, irredutível ao tamanho. Num país como Portugal, por exemplo, há autarcas que têm de gerir realidades tão distintas como um grande centro urbano e pequenas aldeias.

É uma complexidade que prova o erro de quem traça uma matriz comum a todos os municípios.

O quinto desafio é o da visão. A pressão do imediato é a maior armadilha do poder local. A natureza do cargo executivo, a resolução de problemas quotidianos e a permanente interpelação das pessoas, empurra as prioridades para o curto prazo.

No entanto, os melhores exemplos destes cinquenta anos de Poder Local, revelam que os maiores sucessos estiveram em quem ousou pensar além do mandato. Quem apostou no médio e longo prazo, quem recusou sacrificar o futuro à urgência do presente. Quem olhou o território, o seu território, e conseguiu governá-lo como um todo e em rede, envolvendo parcerias inteligentes e abandonando o velho paradigma hierarquizado.

A desertificação dos solos, agravada por uma agricultura intensiva, a má gestão dos recursos hídricos, o abandono da terra e da floresta, o urbanismo desordenado, as barreiras ao acesso à habitação, a indiferença ao universo digital, estas são escolhas que se fazem hoje e cujas consequências pagarão as gerações que nos sucedem. Não temos o direito de lhes hipotecar o futuro por egoísmo geracional.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Há uma frase que usei ao longo desta intervenção e que, para mim, resume os cinquenta anos de Poder Local melhor do que qualquer estatística.

"Está aqui ao meu lado e conto com ele.", seja presidente, vereador, membro da junta ou da assembleia.

A frase é a medida mais real da confiança que o cidadão deposita nos autarcas.

Mais imediata, mais verificável, mais exigente do que qualquer outra. Constrói-se na presença diária, na resposta às necessidades concretas das populações, no reconhecimnto das dificuldades e na partilha das soluções dos problemas da comunidade.

Esta proximidade é o maior património do poder local. E é também a sua maior responsabilidade.

Os próximos cinquenta anos exigem que esta frase seja mais do que o retrato de uma relação afetiva com o território.

Que seja também o retrato de uma governação capaz de antecipar, de inovar, de construir sinergias com outros municípios, com universidades, com empresas, com os próprios cidadãos. Uma governação que comunica melhor, que agrega vontades, que pensa em escala sem perder a alma local.

As opções dos últimos cinquenta anos foram, no essencial, apostas ganhas. Agora é preciso ganhar o futuro.

E o futuro, desde aquele domingo de dezembro de 1976, começa aqui. Junto das pessoas. Com um nome e um rosto que “está aqui ao meu lado e conto com ele”.

Muito obrigado."

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Incrível: Assembleia da República não comemora (hoje) a sua primeira Sessão (3.Junho.1976)?

 ...... 3.Junho.2026

Incrível: Assembleia da República não comemora (hoje) a sua primeira Sessão (3.Junho.1976)?

Já não bastou o facto de quase ter passado desapercebido o facto de ter decorrido em 25 de Abril de 2026 o V Aniversário das primeiras Eleições para a novel Assembleia da República, para aparentemente tal não constar da Agenda publicada para hoje...

Aguarda-se com curiosidade o decorrer do dia.

(Será que a anunciada greve geral na Função Pública e nas Entidades com esta relacionadas servirá como "justificação"?)

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Na História da Sublevação militar de Abril de 1974. Esquecimentos...

 ..... 30.Maio.2026

Na História da Sublevação militar de Abril de 1974. Esquecimentos...


No livro "Antologia – O 25 de Abril de 1974 – Testemunhos da Luta pela Democracia e pela Liberdade" – (Edições Colibri -  Autores: Almada Contreiras e Fernando Mão de Ferro)
 são mencionados - em artigo de Simões Teles - como tendo estado no Congresso da Oposição Democrática, num premonitório Abril de 1973, não só o Autor do artigo como também os seguintes Oficiais da Armada que, como ele, não tinham solicitado aos apropriados organismos da Marinha qualquer autorização para estarem presentes: Almada Contreiras , Martins Guerreiro, Lobo de Oliveira, Fausto Monteiro, Ferreira de Carvalho, Miguel Judas, Guedes Soares, Pires Soeiro, Sequeira Alves, e Vidal de Pinho, (tendo estado parcialmente presentes Ferreira Gouveia e Ferreira Batista), bem como os Aspirantes da Escola Naval : Cota Fevereiro e Pinto de Oliveira, e, também, o Cadete Paleta Marreiros.

É também mencionado que os seguintes Alunos da Escola Naval solicitaram autorização superior para estarem presentes no Congresso - tendo-lhes tal sido negado:  Marcos Carvalho Pereira, Martins Bettencourt, e Nelson Mateus.

Estes três Aspirantes têm sido algo esquecidos pela História, pois embora mencionados por algumas Historiadoras e Historiadores, creio que nunca foi adequadamente salientada a sua grande coragem, que poderia ter suscitado fortes reacções oficiais.

Reacções cuja inexistência também não deixou de ser surpreendente - e não o terá sido tanto sob o ponto de vista da então DGS/PIDE como também quanto ao da Marinha.

Algo que igualmente não terá recebido atenção adequada.

Aos três bravos Alunos, o meu vivo aplauso!

Aos restantes participantes no Congresso, o meu grande apreço.

Todos por certo teriam merecido posteriormente apropriado reconhecimento honorífico.

Mas não sereis esquecidos.

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Pensemos em comemorar o Tratado de Saragoça, em Abril de 2029.

 ...... 28.Maio.2026

Pensemos em comemorar o Tratado de Saragoça, em Abril de 2029. 

Caro Dr. António José Seguro, ilustre Presidente da República, e Comandante Supremo das Forças Armadas.

Permita-me que lhe sugira a hipótese de, ouvido o Conselho de Estado, propor ao Governo o estudo da comemoração conjunta, com o Reino de Espanha, do V Centenário do Tratado de Saragoça, que prolongou o de Tordesilhas, assim dividindo - com o de Alcáçovas - o Globo terrestre em termos paritários.

Entre Portugal e Espanha.

Algo que até agora nunca foi ousado.

Luís Costa Correia.

(Em tempo: ideia apresentada na Sessão de 2 de Junho da Academia de Marinha)

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Dia da Marinha

 ...... 20.Maio.2026

Dia da Marinha - 2026

Decorreu hoje em Setúbal a Comemoração do Dia da Marinha, cuja celebração se prolongará até ao dia 24 do corrente mês. 

Presidida pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, bem como pela Dra. Maria das Dores Meira - Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, a Cerimónia constou da apresentação  de uma simples e também bela e simbólica obra de arte "mirando" o rio Sado, "governada" por adequada Roda de Leme, tendo o Almirante Nobre de Sousa proferido uma interessante  alocução, na qual as responsabilidades actuais da Marinha foram oportunamente recordadas de modo marcante, palavras que foram seguidas por um sentido discurso da Ex.ma Presidente da Câmara Municipal, visivelmente emocionada com a escolha de Setúbal para esta Celebração.

Acompanhados pelo Capitão do Porto de Setúbal, e por outros altos responsáveis da Marinha, bem como por outras entidades oficiais e pessoas - setubalenses e outros visitantes - as e os presentes tiveram a oportunidade de conhecer - no mesmo local - uma interessante Exposição descritiva das actividades da Marinha - que continuará presente mais alguns dias.

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Em tempo (23.Maio), Cerimónia Militar, em que ressaltaram os importantes discursos do Ministro da Defesa Nacional e do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, bem como desfiles de diversas das respectivas Forças, incluindo demonstrações no Rio Sado e aeronavais - incluindo "drones".


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Um país a prazo ?

 ...... 18.Maio.2026

Um notável texto de Jorge Martins Bettencourt

"MEUS NETOS NÃO PODEM HERDAR UM PAÍS A PRAZO

Sou avô de oito netos das gerações Z e Alfa. Olho para eles e vejo inteligência, curiosidade, preparação e uma espantosa capacidade de se moverem num mundo em mudança. O que me inquieta e revolta é pensar que o país que lhes estou a deixar continua a tratá-los como mão-de-obra descartável e a oferecer-lhes um futuro que não está à altura deles. 
A reforma laboral agora em debate parte de um diagnóstico que ninguém de boa-fé pode negar. Portugal perdeu centenas de milhares de jovens, paga mal, oferece vínculos frágeis e transformou a emigração num plano de carreira forçado para demasiados dos seus melhores. Ainda assim, o Governo insiste em chamar modernização ao que, em muitos casos, não passa de uma forma mais polida de prolongar a precariedade. 
Reconheço que há medidas úteis. O alargamento do IRS Jovem e os apoios à compra da primeira casa aliviam alguma da asfixia que hoje sufoca quem começa a vida. A aposta na formação contínua também faz sentido, porque um país sem qualificação não é competitivo, é apenas mais injusto. E compreendo até o argumento das pequenas empresas, que muitas vezes vivem encostadas à instabilidade e à falta de escala. 
Mas compreender não é aceitar tudo. E é precisamente aqui que esta reforma falha. Alargar os contratos a prazo de dois para três anos, e nalguns casos para cinco, não é um ajuste técnico inocente; é uma escolha política com consequências humanas muito concretas. Significa dizer a uma geração inteira que pode esperar. Esperar para ter estabilidade. Esperar para sair de casa dos pais. Esperar para constituir família. Esperar para viver. E um país que manda os seus jovens esperar está, na verdade, a empurrá-los para partir. 
A contradição é gritante e quase insultuosa. O Estado diz aos jovens para ficarem, promete-lhes ajudas para comprar casa, mas aceita simultaneamente que muitos permaneçam sem o vínculo que os bancos exigem, que os senhorios exigem e que a vida adulta exige. Isto não é coerência. É cinismo institucional. É pedir enraizamento a quem se mantém de malas feitas. 
Se o tempo adicional servisse realmente para formar, integrar e fixar talento, ainda se poderia discutir o assunto, embora sempre com prudência. Mas em Portugal já vimos demasiadas vezes como estas soluções acabam: com o risco todo do lado do trabalhador e a conveniência toda do lado de quem contrata. Chamar a isso equilíbrio é um abuso de linguagem. Chamar-lhe reforma é, em muitos casos, uma mistificação. 
Eu recuso-me a aceitar que os meus netos herdem um país onde tudo é provisório: o emprego, o salário, a autonomia, a esperança. Um país assim não está a preparar o futuro; está a hipotecá-lo. 
Eu não quero deixar aos meus netos um país onde tudo é temporário.  Quero deixar-lhes um país onde valha a pena viver e trabalhar.

Jorge Martins Bettencourt "