A propósito de "Uma Europa dividida" (30.Abril) :

 ...... 11.Maio.2026

A propósito de "Uma Europa dividida" (30.Abril) :

De entre os muitos comentários suscitados seleccionei o que me pareceu mais sólido e apropriado, e do qual transcrevo o essencial:

"Ainda não é clara a intenção na criação da citada Northern Navies Initiative;

Parece ser mais motivada por interesses conjunturais do Reino Unido do que por visão estratégica de reforço de capacidades europeias;

 Supõe-se que o Reino Unido, potência marítima por vocação, mas com uma Marinha próxima da irrelevância, criou esta iniciativa como forma de manter uma liderança dificilmente justificável face às capacidades actualmente detidas pela sua  Marinha;

Será, a confirmar-se, uma jogada estratégica mais oportunista que inteligente, que, fragmentando mais do que agregando, não deixa de ter algum mérito.

Daí não ser de corroborar uma visão da oportunidade para a criação, a partir desta e/ou de iniciativas similares, de uma “Comunidade Europeia de Defesa”, pois iniciativas deste tipo na NATO, as quais, pela natureza sobranceira de muitos  países do Norte, mais não fizeram do que minar a coesão da Aliança.

Assim, o desejável seria a edificação e/ou robustecimento do propalado pilar europeu da NATO, única forma de a Europa poder ter uma estrutura minimamente eficiente e eficaz para responder aos tempos muito complexos de hoje e que, supõe-se, não se virão a desanuviar no curto-prazo.

Com efeito, a EU é militarmente uma irrelevância total, uma vez que não dispõe de uma estrutura de Comando credível, nem sequer planos, sejam eles de contingência ou de outro tipo, como desejado no Tratado de Lisboa desde 2009 (art.42.7).

O tempo urge, e não é o momento para começar a edificar tais estruturas e planos, muito menos ao ritmo dos burocratas de Bruxelas.

Ora, justamente por existirem estrutura de C2 e planos e, não menos importante, padrões de interoperabilidade na NATO, a melhor opção estratégica passará sempre pelo robustecimento da defesa da Europa - mas no quadro da Aliança - mesmo face à grande incerteza do posicionamento dos EUA.

Esta perspectiva é também suportada nas  seguintes ideias:

- o elo transatlântico, ainda que com muito menor capacidade, mantém-se pela relação com o Canadá;

- se optarmos por um pilar europeu de defesa gerado na UE, assistiremos, por certo, a uma abordagem eurocêntrica,  porque os países de maior peso têm vocação continental e não marítima, e mesmo países com Marinhas relevantes, como as de França e Espanha.

Como tal, e apesar do dilema que resulta do posicionamento americano e da irrelevância britânica, temos de nos manter sempre associados à potência marítima, o que só será possível no seio da NATO."

 -------- (É reconfortante receber comentários com este nível.)


----------(Esclareço entretanto que a sugerida Comunidade Europeia de Defesa teria uma natureza supra-regional, tal como a proposta em 1952). 

Hoje, Dia da Europa

 ...... 9.Maio.2026

Hoje, Dia da Europa.

A decisão formal de instituir o dia 9 de Maio como o Dia da Europa foi tomada pelos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Europeia durante o Conselho Europeu de Milão, que decorreu nos dias 28 e 29 de junho de 1985.

O seu objectivo tem sido o de, através da cooperação entre os países europeus, evitar que as guerras fossem evitadas.

Diversas formas foram utilizadas para o efeito, tendo a mais recente sido a constituição da União Europeia.

Hoje periclitante - tendo aliás ocorrido a conhecida "Brexit", bem como inflexões políticas nalguns Estados-Membros, incluindo os Estados-Unidos da América do norte, que têm enfraquecido a sua  coesão (aliás também no quadro da OTAN-NATO).

Estamos assim no tempo de reflectirmos sobre a nossa estratégia de Defesa.

E, em consequência, actuarmos no sentido da sua concretização.

Decisões que serão a melhor forma de celebrarmos o presente Dia.