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Comemorações Presidenciais

..... 6.Junho.2026

Prováveis Comemorações Presidenciais

Aproximam-se as prováveis  Comemorações do 50⁰ Aniversário das primeiras Eleições para o Presidente da República após a entrada em vigor da actual Constituição da República, pelo que parece oportuno recordar como decorreram as cerimónias relativas ao 40.º Aniversário das primeiras eleições presidenciais democráticas livres

Marcadas por fortes homenagens institucionais, com foco central na figura do General António Ramalho Eanes — o primeiro Presidente da República eleito em sufrágio universal após a aprovação da Constituição de 1976, as principais iniciativas dividiram-se entre
 sessões solenes, exposições históricas e evocações académicas, promovidas essencialmente pela Presidência da República e pela Assembleia da República:

​1. Sessão Evocativa na Fundação Calouste Gulbenkian
​O ponto alto do programa institucional ocorreu em Lisboa, numa conferência sob o tema "40 anos eleições presidenciais, um presidente para todos os portugueses".
​O evento: Organizado pela Associação 25 de Abril em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, contou com discursos do então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do próprio General Ramalho Eanes.
​A sessão enalteceu a "missão histórica" de estabilização militar e civil que o primeiro mandato presidencial exigiu, ressaltando o papel das presidenciais de 1976 na consolidação definitiva do regime democrático.

​2. Imposição do Grande-Colar da Ordem da Liberdade
​No âmbito estrito da data oficial (junho de 2016), Marcelo Rebelo de Sousa condecorou o General Ramalho Eanes com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade, a mais alta distinção desta ordem honorífica, destinada a galardoar serviços relevantes prestados à causa da democracia e da liberdade. Embora Eanes já detivesse o estatuto de Grão-Mestre das Ordens por inerência do cargo anterior, o gesto foi o pilar simbólico do aniversário.

​3. Homenagens Descentralizadas 
​Uma parte significativa das celebrações estendeu-se fora da capital, com especial incidência em Castelo Branco (região natal do General Ramalho Eanes), nomeadamente na 
​Iniciativa "Encontro com..."
O Município organizou conferências e encontros que contaram com a presença do Presidente da República para debater o impacto institucional e o legado das presidenciais de 1976 na governação local e no desenvolvimento do país.

​4. Iniciativas Editoriais e Científicas
​O semanário Expresso, em colaboração com o Arquivo da Presidência da República, publicou edições especiais de balanço analítico sobre a evolução do poder presidencial em Portugal entre 1976 e 2016, comparando o perfil de Ramalho Eanes com os seus sucessores (Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva).

​A Comissão Nacional de Eleições (CNE) e a Assembleia da República integraram a efeméride num ciclo alargado de exposições documentais, disponibilizando ao público cartazes de campanha originais, boletins de voto e dados estatísticos da histórica eleição de 1976.

Aguardemos.
Sempre são 50 anos...

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O Presidente da República e o Poder Local

 ...... 5.Junho.2026.


O Presidente da República e o Poder Local

Extracto de intervenção do Presidente da República em 3.Junho.2026
No dia 12 de dezembro de 1976, num domingo de inverno, os portugueses elegeram pela primeira vez os seus representantes autárquicos em 304 municípios.

Foi o início da democracia onde ela começa: nas ruas, nos bairros, nas nossas freguesias.

Foi o início da democracia de proximidade.

Proximidade à vida concreta das pessoas, dos seus problemas reais. Proximidade também pela urgência de construir infraestruturas básicas que o país não dispunha na altura.

E proximidade, ainda, porque passou a haver interlocutores diretos, rostos que eram os nossos vizinhos, pessoas que todos conhecíamos.

Embora de natureza distinta, a eleição para Presidente da República e a eleição para Presidente de Câmara partilham esse elemento singular: são escolhas diretas, feitas numa pessoa com nome e rosto. Uma delegação de confiança pessoal.

O perfil, a personalidade, a proximidade, a competência são atributos que contam, e muito, na decisão de cada cidadão.

Sei bem o que isso significa em termos de exigência e de expectativa.

Mas no caso do Presidente de Câmara, há uma particularidade que o distingue: tem poder executivo direto e quotidiano. O tempo entre a decisão e o seu resultado é mais rápido, é mais visível.

Capacidade de decisão em áreas que tocam a vida concreta das pessoas: equipamentos públicos, obras, transportes, espaços públicos, apoios a projetos, licenças ou taxas. A relação com o eleitor é imediata e verificável.
Tal como o Presidente de Junta de Freguesia, é cargo onde a política tem nome, tem rosto e tem endereço próximo.

E com uma dupla exigência de proximidade: no espaço, junto das pessoas, e no tempo, com resposta rápida às suas necessidades.

Todos sabem onde mora o Presidente da Câmara ou da Junta de Freguesia. E o Presidente da Câmara e da Junta sabem onde moram os problemas. Quem diz os Presidentes, diz os vereadores e os membros da juntas de freguesia e das assembleias municipais.

Esta proximidade introduz um sentimento de proteção.

Cada cidadão sabe que é relativamente fácil o contacto com o Presidente, ou alguém próximo dele e, por outro lado, tem também a expetativa de que os autarcas vivem de igual modo os problemas estruturais que atingem toda a comunidade.

Por outras palavras, resumo nesta frase: “está aqui ao meu lado e conto com ele”.

É esta reciprocidade que está na origem do sucesso do Poder Local. Mesmo antes de estar formalmente instituído, logo após abril de 1974, várias organizações populares iniciaram a construção de equipamentos coletivos, saneamento básico e outras infraestruturas elementares.

Foi, em muitas regiões, o fim do país dos mínimos, para avançarmos para o Portugal com infraestruturas básicas que foram garantindo qualidade de vida às pessoas. Com o poder local, Abril chegou a todos os cantos de Portugal.

Passados cinquenta anos, o progresso é inquestionável e o reconhecimento do papel dos autarcas é justo e merecido.

Não tem comparação com o que existia antes. E hoje, em tempos de globalização, o local não desaparece, ganha relevância.

É igualmente percetível uma melhoria na competência técnica dos municípios. Com mais recursos, técnicos mais qualificados e, na sequência de processos de descentralização, com competências alargadas, por exemplo na educação e na saúde.

No entanto, o progresso não chegou a todos da mesma forma. As clivagens territoriais seriam provavelmente mais graves sem o trabalho dos autarcas, mas o interior continuou o seu processo de despovoamento e de empobrecimento relativo face ao litoral.

Uma esmagadora maioria de municípios perde população há décadas. Oitenta por cento dos portugueses vive em menos de um terço dos municípios. Esta assimetria não é um dado menor. É um dos maiores desafios estruturais que Portugal enfrenta.

E é o Poder Local que vive esta realidade na primeira pessoa.

Quando penso nos desafios que se colocam ao Poder Local nos próximos cinquenta anos, identifico pelo menos cinco que não admitem adiamento.

O primeiro é demográfico.

O envelhecimento da população e o despovoamento do interior remetem para várias questões de grande complexidade. Uma delas é a própria sustentabilidade de alguns municípios onde a população tem vindo a diminuir. Por outro lado, a situação crítica do gradual envelhecimento da população coloca exigências do ponto de vista produtivo e social, que exigem das autarquias novas respostas, mais onerosas e com recursos humanos difíceis de recrutar e de reter.

O segundo desafio é climático. As experiências recentes com fenómenos extremos, tempestades, incêndios e secas severas, mostraram algo que já sabíamos, e que agora se confirma com urgência: os autarcas são, numa expressão popular, os primeiros anjos da guarda das populações, a par dos membros da proteção civil e das forças de segurança.

É mais uma situação que a natureza do Poder Local obriga a que seja inadiável, que exige prevenção, capacidade de resposta e articulação entre o nível local, intermunicipal e nacional.

Muitas vezes sem se saber com que recursos, porque os outros órgãos políticos e administrativos funcionam em velocidades diferentes. Mas o primeiro responsável é “quem está aqui ao meu lado e conto com ele”.

O terceiro desafio é de financiamento. As autarquias obtêm pouco mais de 15% das receitas públicas e quase metade desta verba está dependente de transferências da administração central.

Faz-se muito com pouco, tem de se acautelar o previsto e responder ao imprevisto do infortúnio.

E paga-se a tempo e horas. O prazo médio de pagamentos das autarquias é de 22 dias, inferior ao limite legal de 30 dias, o que é exemplar em relação a alguns organismos estatais.

Assinale-se ainda que, apesar de pequenas exceções, a dívida total dos municípios apresenta uma trajetória de descida desde 2014. É evidente para todos que a descentralização de competências tem de ser acompanhada de recursos financeiros adequados.

Uma Lei de Finanças Locais que corresponda às competências transferidas não é uma reivindicação corporativa, é uma condição de funcionamento do Estado e da qualidade da nossa democracia. Saúdo com expectativa a iniciativa do Governo para a revisão da lei das finanças locais.

É igualmente urgente planear com a devida antecedência a resposta à eventual redução dos fundos europeus prevista a partir de 2028.

O quarto desafio é territorial. Há que ter um olhar diferenciado para tipologias de municípios que são radicalmente distintas.

As metrópoles exigem soluções que nada têm a ver com os municípios do interior profundo.

Não pode haver uma política autárquica única para realidades tão diversas. E aqui vale a pena evocar o princípio de Schumacher, “Small Is Beautiful”, que nos recorda que a escala humana tem um valor próprio, irredutível ao tamanho. Num país como Portugal, por exemplo, há autarcas que têm de gerir realidades tão distintas como um grande centro urbano e pequenas aldeias.

É uma complexidade que prova o erro de quem traça uma matriz comum a todos os municípios.

O quinto desafio é o da visão. A pressão do imediato é a maior armadilha do poder local. A natureza do cargo executivo, a resolução de problemas quotidianos e a permanente interpelação das pessoas, empurra as prioridades para o curto prazo.

No entanto, os melhores exemplos destes cinquenta anos de Poder Local, revelam que os maiores sucessos estiveram em quem ousou pensar além do mandato. Quem apostou no médio e longo prazo, quem recusou sacrificar o futuro à urgência do presente. Quem olhou o território, o seu território, e conseguiu governá-lo como um todo e em rede, envolvendo parcerias inteligentes e abandonando o velho paradigma hierarquizado.

A desertificação dos solos, agravada por uma agricultura intensiva, a má gestão dos recursos hídricos, o abandono da terra e da floresta, o urbanismo desordenado, as barreiras ao acesso à habitação, a indiferença ao universo digital, estas são escolhas que se fazem hoje e cujas consequências pagarão as gerações que nos sucedem. Não temos o direito de lhes hipotecar o futuro por egoísmo geracional.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Há uma frase que usei ao longo desta intervenção e que, para mim, resume os cinquenta anos de Poder Local melhor do que qualquer estatística.

"Está aqui ao meu lado e conto com ele.", seja presidente, vereador, membro da junta ou da assembleia.

A frase é a medida mais real da confiança que o cidadão deposita nos autarcas.

Mais imediata, mais verificável, mais exigente do que qualquer outra. Constrói-se na presença diária, na resposta às necessidades concretas das populações, no reconhecimnto das dificuldades e na partilha das soluções dos problemas da comunidade.

Esta proximidade é o maior património do poder local. E é também a sua maior responsabilidade.

Os próximos cinquenta anos exigem que esta frase seja mais do que o retrato de uma relação afetiva com o território.

Que seja também o retrato de uma governação capaz de antecipar, de inovar, de construir sinergias com outros municípios, com universidades, com empresas, com os próprios cidadãos. Uma governação que comunica melhor, que agrega vontades, que pensa em escala sem perder a alma local.

As opções dos últimos cinquenta anos foram, no essencial, apostas ganhas. Agora é preciso ganhar o futuro.

E o futuro, desde aquele domingo de dezembro de 1976, começa aqui. Junto das pessoas. Com um nome e um rosto que “está aqui ao meu lado e conto com ele”.

Muito obrigado."

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Incrível: Assembleia da República não comemora (hoje) a sua primeira Sessão (3.Junho.1976)?

 ...... 3.Junho.2026

Incrível: Assembleia da República não comemora (hoje) a sua primeira Sessão (3.Junho.1976)?

Já não bastou o facto de quase ter passado desapercebido o facto de ter decorrido em 25 de Abril de 2026 o V Aniversário das primeiras Eleições para a novel Assembleia da República, para aparentemente tal não constar da Agenda publicada para hoje...

Aguarda-se com curiosidade o decorrer do dia.

(Será que a anunciada greve geral na Função Pública e nas Entidades com esta relacionadas servirá como "justificação"?)

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Na História da Sublevação militar de Abril de 1974. Esquecimentos...

 ..... 30.Maio.2026

Na História da Sublevação militar de Abril de 1974. Esquecimentos...


No livro "Antologia – O 25 de Abril de 1974 – Testemunhos da Luta pela Democracia e pela Liberdade" – (Edições Colibri -  Autores: Almada Contreiras e Fernando Mão de Ferro)
 são mencionados - em artigo de Simões Teles - como tendo estado no Congresso da Oposição Democrática, num premonitório Abril de 1973, não só o Autor do artigo como também os seguintes Oficiais da Armada que, como ele, não tinham solicitado aos apropriados organismos da Marinha qualquer autorização para estarem presentes: Almada Contreiras , Martins Guerreiro, Lobo de Oliveira, Fausto Monteiro, Ferreira de Carvalho, Miguel Judas, Guedes Soares, Pires Soeiro, Sequeira Alves, e Vidal de Pinho, (tendo estado parcialmente presentes Ferreira Gouveia e Ferreira Batista), bem como os Aspirantes da Escola Naval : Cota Fevereiro e Pinto de Oliveira, e, também, o Cadete Paleta Marreiros.

É também mencionado que os seguintes Alunos da Escola Naval solicitaram autorização superior para estarem presentes no Congresso - tendo-lhes tal sido negado:  Marcos Carvalho Pereira, Martins Bettencourt, e Nelson Mateus.

Estes três Aspirantes têm sido algo esquecidos pela História, pois embora mencionados por algumas Historiadoras e Historiadores, creio que nunca foi adequadamente salientada a sua grande coragem, que poderia ter suscitado fortes reacções oficiais.

Reacções cuja inexistência também não deixou de ser surpreendente - e não o terá sido tanto sob o ponto de vista da então DGS/PIDE como também quanto ao da Marinha.

Algo que igualmente não terá recebido atenção adequada.

Aos três bravos Alunos, o meu vivo aplauso!

Aos restantes participantes no Congresso, o meu grande apreço.

Todos por certo teriam merecido posteriormente apropriado reconhecimento honorífico.

Mas não sereis esquecidos.

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Pensemos em comemorar o Tratado de Saragoça, em Abril de 2029.

 ...... 28.Maio.2026

Pensemos em comemorar o Tratado de Saragoça, em Abril de 2029. 

Caro Dr. António José Seguro, ilustre Presidente da República, e Comandante Supremo das Forças Armadas.

Permita-me que lhe sugira a hipótese de, ouvido o Conselho de Estado, propor ao Governo o estudo da comemoração conjunta, com o Reino de Espanha, do V Centenário do Tratado de Saragoça, que prolongou o de Tordesilhas, assim dividindo - com o de Alcáçovas - o Globo terrestre em termos paritários.

Entre Portugal e Espanha.

Algo que até agora nunca foi ousado.

Luís Costa Correia.

(Em tempo: ideia apresentada na Sessão de 2 de Junho da Academia de Marinha)

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Dia da Marinha

 ...... 20.Maio.2026

Dia da Marinha - 2026

Decorreu hoje em Setúbal a Comemoração do Dia da Marinha, cuja celebração se prolongará até ao dia 24 do corrente mês. 

Presidida pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, bem como pela Dra. Maria das Dores Meira - Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, a Cerimónia constou da apresentação  de uma simples e também bela e simbólica obra de arte "mirando" o rio Sado, "governada" por adequada Roda de Leme, tendo o Almirante Nobre de Sousa proferido uma interessante  alocução, na qual as responsabilidades actuais da Marinha foram oportunamente recordadas de modo marcante, palavras que foram seguidas por um sentido discurso da Ex.ma Presidente da Câmara Municipal, visivelmente emocionada com a escolha de Setúbal para esta Celebração.

Acompanhados pelo Capitão do Porto de Setúbal, e por outros altos responsáveis da Marinha, bem como por outras entidades oficiais e pessoas - setubalenses e outros visitantes - as e os presentes tiveram a oportunidade de conhecer - no mesmo local - uma interessante Exposição descritiva das actividades da Marinha - que continuará presente mais alguns dias.

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Em tempo (23.Maio), Cerimónia Militar, em que ressaltaram os importantes discursos do Ministro da Defesa Nacional e do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, bem como desfiles de diversas das respectivas Forças, incluindo demonstrações no Rio Sado e aeronavais - incluindo "drones".


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Porquê Murcia ?

 ...... 12.Maio.2026

Porquê Murcia?

O misterioso navio russo não teria passado perto da nossa costa?


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A propósito de "Uma Europa dividida" (30.Abril) :

 ...... 11.Maio.2026

A propósito de "Uma Europa dividida" (30.Abril) :

De entre os muitos comentários suscitados seleccionei o que me pareceu mais sólido e apropriado, e do qual transcrevo o essencial:

"Ainda não é clara a intenção na criação da citada Northern Navies Initiative;

Parece ser mais motivada por interesses conjunturais do Reino Unido do que por visão estratégica de reforço de capacidades europeias;

 Supõe-se que o Reino Unido, potência marítima por vocação, mas com uma Marinha próxima da irrelevância, criou esta iniciativa como forma de manter uma liderança dificilmente justificável face às capacidades actualmente detidas pela sua  Marinha;

Será, a confirmar-se, uma jogada estratégica mais oportunista que inteligente, que, fragmentando mais do que agregando, não deixa de ter algum mérito.

Daí não ser de corroborar uma visão da oportunidade para a criação, a partir desta e/ou de iniciativas similares, de uma “Comunidade Europeia de Defesa”, pois iniciativas deste tipo na NATO, as quais, pela natureza sobranceira de muitos  países do Norte, mais não fizeram do que minar a coesão da Aliança.

Assim, o desejável seria a edificação e/ou robustecimento do propalado pilar europeu da NATO, única forma de a Europa poder ter uma estrutura minimamente eficiente e eficaz para responder aos tempos muito complexos de hoje e que, supõe-se, não se virão a desanuviar no curto-prazo.

Com efeito, a EU é militarmente uma irrelevância total, uma vez que não dispõe de uma estrutura de Comando credível, nem sequer planos, sejam eles de contingência ou de outro tipo, como desejado no Tratado de Lisboa desde 2009 (art.42.7).

O tempo urge, e não é o momento para começar a edificar tais estruturas e planos, muito menos ao ritmo dos burocratas de Bruxelas.

Ora, justamente por existirem estrutura de C2 e planos e, não menos importante, padrões de interoperabilidade na NATO, a melhor opção estratégica passará sempre pelo robustecimento da defesa da Europa - mas no quadro da Aliança - mesmo face à grande incerteza do posicionamento dos EUA.

Esta perspectiva é também suportada nas  seguintes ideias:

- o elo transatlântico, ainda que com muito menor capacidade, mantém-se pela relação com o Canadá;

- se optarmos por um pilar europeu de defesa gerado na UE, assistiremos, por certo, a uma abordagem eurocêntrica,  porque os países de maior peso têm vocação continental e não marítima, e mesmo países com Marinhas relevantes, como as de França e Espanha.

Como tal, e apesar do dilema que resulta do posicionamento americano e da irrelevância britânica, temos de nos manter sempre associados à potência marítima, o que só será possível no seio da NATO."

 -------- (É reconfortante receber comentários com este nível.)


----------(Esclareço entretanto que a sugerida Comunidade Europeia de Defesa teria uma natureza supra-regional, tal como a proposta em 1952). 


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Hoje, Dia da Europa

 ...... 9.Maio.2026

Hoje, Dia da Europa.

A decisão formal de instituir o dia 9 de Maio como o Dia da Europa foi tomada pelos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Europeia durante o Conselho Europeu de Milão, que decorreu nos dias 28 e 29 de junho de 1985.

O seu objectivo tem sido o de, através da cooperação entre os países europeus, evitar que as guerras fossem evitadas.

Diversas formas foram utilizadas para o efeito, tendo a mais recente sido a constituição da União Europeia.

Hoje periclitante - tendo aliás ocorrido a conhecida "Brexit", bem como inflexões políticas nalguns Estados-Membros, incluindo os Estados-Unidos da América do norte, que têm enfraquecido a sua  coesão (aliás também no quadro da OTAN-NATO).

Estamos assim no tempo de reflectirmos sobre a nossa estratégia de Defesa.

E, em consequência, actuarmos no sentido da sua concretização.

Decisões que serão a melhor forma de celebrarmos o presente Dia.

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Uma Europa dividida...

 ...... 30.Abril.2026

Uma Europa dividida...

De acordo com a Imprensa, foi criada há dias uma nova força multinacional marítima, liderada pelo Reino Unido, designada como "Aliados do Norte" (ou Northern Navies Initiative), que funcionará de forma complementar à NATO.

​Esta força baseia-se na estrutura da já existente JEF (Joint Expeditionary Force) e visa aumentar a capacidade de resposta imediata e a dissuasão no Ártico e no Atlântico Norte, especialmente face ao aumento da actividade naval russa.

​Os países europeus que assinaram esta declaração de intenções terão sido:

​De Estados-Membros da União Europeia:

  • Dinamarca
  • Estónia
  • Finlândia
  • Letónia
  • Lituânia
  • Países Baixos
  • Suécia

​De outros Países Europeus (Não-UE):

  • Reino Unido (Líder da iniciativa)
  • Noruega
  • Islândia

​Como Pontos-chave desta nova força:

  • Independência Operacional: Embora seja um "complemento" à NATO, esta força está desenhada para poder agir de forma autónoma caso a burocracia ou decisões políticas da Aliança Atlântica atrasem uma resposta urgente.
  • Foco Geográfico: A prioridade é a proteção da "fronteira marítima aberta" a norte e das infraestruturas críticas submarinas.
  • Integração: O objetivo é que estas marinhas passem a operar com planos de guerra conjuntos, partilha de munições, equipamentos e até pessoal (intermutabilidade).
  • Sede: A coordenação será feita a partir do quartel-general militar de Northwood, no Reino Unido.

​Note-se que, de acordo com as informações mais recentes, o Canadá também estará a considerar juntar-se a este grupo. Os Estados Unidos, sob a administração Trump em 2026, não fazem parte desta força específica, tendo o seu Presidente mantido uma postura crítica em relação aos custos e à eficácia de certas capacidades navais europeias.

Permito-me recordar que há muito tempo que tenho vindo a propor - nestas páginas, e na EuroDefense - a criação de uma "Comunidade Europeia de Defesa" (aliás já sugerida em 1952), e reforçando tal proposta aquando da "Brexit":

https://costacorreia.blogspot.com/2022/05/blog-post_16.html?m=1

Aliás, seja-me permitido recordar que a fronteira marítima Sul da novel "Aliados do Norte" está na nossa enorme ZEE - o que também recomendaria que Portugal fizesse parte da citada Aliança...

(Pois nesta área a frequência da passagem de navios de guerra de "actividade naval russa" é bem conhecida -  sendo-a até muito pouco a de natureza submarina...)

(Pobre Europa, que demora tanto a compreender que não se pode  dispersar de tal modo !)

- (9.Maio.2026: até ao momento a presente intervenção foi objecto de 49 consultas, e de 4 comentários, dos quais 2 em desacordo).

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Esperança na Democracia: uma Assembleia Jovem de Freguesia: em Algés.

...... 22.Abril.2026

Esperança na Democracia - uma Assembleia Jovem de Freguesia: em Algés.

Uma lufada de ar fresco surgiu ontem: na iniciativa da criação, em Algés, de uma inovadora "Assembleia de Freguesia Jovem", composta apenas por jovens, convidados pelos cidadãos pertencentes à própria Assembleia de Freguesia da União das freguesias de Algés, Linda-a-Velha, Cruz Quebrada, e Dafundo.

Presidida pela Presidente da Assembleia, Dra. Carla Mendes Jorge, e estando na assistência diversos dos respectivos Deputados, bem como o Presidente da União, Dr.António Lopes da Costa, seguiu os procedimentos regimentais, tendo sido apresentadas diversas propostas interessantíssimas, que foram objecto de corteses análises  e das respectivas votações, e que provavelmente serão objeto de apreciação pela própria Assembleia de Freguesia normal.

Oxalá possa tal iniciativa ser imitada em muitas outras Freguesias.

Seria uma lufada de ar fresco na nossa Democracia - e exemplo para outras.

Talvez a pequenísima assistência presente possa vir a  aumentar - refrescando assim a vida política e melhorando o sentimento de alguma frustração que é notoriamente sentido pela falta de uma maior participação pública dos cidadãos!

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Uma carta a Marcelo Rebelo de Sousa

 Março de 2026

Uma carta a Marcelo Rebelo de Sousa

Meu caro Presidente, e mui prezado Amigo.

Meio Século passou desde que me convidou para almoçar, creio que movido pela curiosidade em conhecer quem tinha sido designado para dirigir a organização das primeiras cinco Eleições Constitucionais previstas para ocorrerem no ano que despontava.

A interessantíssima troca de impressões que acompanhou o encontro deu-me a conhecer melhor as ideias de alguém que de imediato pressenti que viria a ter assinaláveis responsabilidades num país que iniciava a pesquisa de uma nova posição no mundo e numa Europa também em transformação.

Não me enganei.

Alguns anos mais tarde, eleito Presidente da República, deu uma nova e rica interpretação àquele Alto Cargo.

O que por certo conduzirá a que venha a ser conhecido pelo cognome de 

            Presidente do Povo

Muito cordialmente, o

Luís Costa Correia 
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(Nota complementar: como é evidente,  o texto não inclui comentários a algumas decisões que suscitaram controvérsia).

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Fernando Frutuoso de Melo

Março de 2026
Fernando Frutuoso de Melo
Foi notável o modo como Fernando Frutuoso de Melo desempenhou o seu tão difícil e delicado Cargo ao longo da década que ora termina como Chefe da Casa Civil do Presidente da República .
Discrição, sabedoria, eficácia, diplomacia, firmeza, são os termos que o caracterizaram, tanto quanto me foi possível acompanhar, e também deduzir de alguma informação que ia chegando ao meu conhecimento, ou de que posteriormente viria a saber.

Postura sempre pautada por uma impecável lealdade e pelo cuidado pela atenção que sentia dever ser perene, inclusivamente quando se tornava susceptível de arcar com inesperadas responsabilidades.

E tudo isto, sabendo de antemão que o seu estrutural código de comportamento o inibiria de vir a público na esmagadora maioria de situações de elevada complexidade, algumas talvez ao nível de segredo de Estado.

De modo lhano e firme, um notável Servidor da causa pública.

Luís Costa Correia


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Índice de "Semimórias": a 

"just for fun" !!!

 ....14.Março.2026

  "just for fun" !!! Inconcebível !!!

During an interview with NBC News on Saturday night (March 14, 2026), President Donald Trump stated that U.S. strikes had "totally demolished" most of Iran's Kharg Island and added, "we may hit it a few more times just for fun."

"Inconcebível" !

Nobres cidadãos nos EUA:  estaremos atentos às vossas manifestações de repúdio por tal Declaração!
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